Portugal Notável

Valor Universal (*****) Muito Notável (***) Notável (*)

23-12-08

E agora o site já existe, estamos a transferir gradualmente conteúdos para o www.portugalnotavel.com. Boas viagens e sejam felizes.

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22-02-08

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Locais Notáveis do Concelho de Miranda do Corvo

Panorama do Santuário do Senhor da Serra e do vértice geodésico das Chãs (**)

Panorama do Parque Eólico de Vila Nova (**)


Outros Locais com Interesse turístico:

Convento de Nossa Senhora de Semide (IIP)

Aldeia de xisto de Gondramaz (Rede das Aldeias de Xisto)

Santuário da Nossa Senhora de Tábuas

Alto do castelo em Miranda do Corvo

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02-08-07

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Locais Notáveis do Concelho de Montemor-o-velho

Castelo de Montemor-o-Velho (MN) (***)

Convento da Nossa Senhora dos Anjos (Montemor-o-Velho) (MN) (*), com o túmulo de Diogo de Azambuja (*)

Hospital da Misericórdia de Montemor-o-Velho, com o tríptico quinhentista dos Mestres do Sardoal (IIP) (*)   

Panorama e ecossistema do Outeiro da Quinta de São Gens (*)

Paisagem da Igreja de Nossa Senhora do Ó, em Reveles (*)

Campos do Mondego (*)

Pauis do Mondego (Arzila, Taipal e Madriz) (*)

Paço Real de Tentúgal/Paço do Duques do Cadaval (*)

Outros locais com interesse turístico

Igreja Matriz de Pereira (IIP)

Igreja da Misericórdia de Pereira (IIP)

Capela da Nossa Senhora do Pranto, com a imagem da Senhora e a paisagem

Celeiro dos Duques de Aveiro em Pereira

Centro Histórico de Tentúgal (IIP)

Igreja da Misericórdia de Montemor-o-Velho (IIP)

Praia fluvial de Ereira

Convento de Almiara / Mosteiro de Verride

Panorama da Capela de Verride 

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11-06-07

JARDIM BOTÂNICO (***) DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA

Até que enfim!... 

Tomei conhecimento, através da Imprensa, que foram aprovados em Abril passado, pelo Senado Universitário de Coimbra, os estatutos da Fundação Universidade de Coimbra, que vai gerir algumas estruturas (não propriamente docentes) da Universidade, como são, por exemplo, o Estádio Universitário e o Teatro Académico de Gil Vicente. A mesma notícia refere ainda que, provavelmente, a dita Fundação virá a assegurar a gestão de outras estruturas universitárias como, por exemplo, o Jardim Botânico. ATÉ QUE ENFIM!...
Há muito que tenho vindo a referir à presidente do Conselho Executivo do Departamento de Botânica da Faculdade de Ciências e Tecnologia (F.C.T.) da Universidade de Coimbra, professora doutora Helena Freitas, que a melhor solução para os gravíssimos problemas, particularmente orçamentais e funcionais, que assolam o Jardim Botânico da Universidade de Coimbra, seria a criação de uma Fundação, pois, assim, a gestão do jardim seria automatizada e não dependente do ratio discentes/docentes, como é actualmente. Com o orçamento actual do Departamento de Botânica, que inclui o Jardim Botânico, e com o número de jardineiros actuais (meia dúzia, quando já foram cinquenta, durante a minha vivência profissional no Departamento), é impossível manter o jardim aberto ao público. Por isso, quando a professora Helena Freitas solicitou a minha opinião sobre a pretensão do Conselho Executivo encerrar o jardim ao público aos fins-de-semana, eu considerei que o deviam encerrar ao público todos os dias.
Um jardim botânico não é um jardim destinado ao lazer, ao “promenade” (desculpem-me o galicismo, mas é a palavra aplicável aqui) e à opulência (como alguns que conheço), como, aliás, já o Marquês de Pombal referiu em 1773, numa carta (5 de Outubro) que dirigiu ao, então, Reitor da Universidade de Coimbra (Francisco de Lemos) a propósito do projecto para o jardim botânico delineado por Domenico Vandelli (1735-1816) e Giovanni Antonio Della-Bella (1730-1823) e que transcrevemos na íntegra, pois é um documento extremamente elucidativo:
“Reservei até agora a resposta sobre a planta que esses professores delinearam para o jardim botanico, porque julguei preciso precaver a v. ex.ª mais particularmente sobre esta matéria.
Os dictos professores são italianos: e a gente d’esta nação, costumada a ver deitar para o ar centenas de mil cruzados de Portugal em Roma, e cheia d’este enthusiasmo, julga que tudo o que não é excessivamente custoso não é digno do nome portuguez ou do seu nome d’elles.
D’aqui veio que, ideando elles nesta corte, junto ao palacio real de Nossa Senhora da Ajuda, em pequeno espaço de terra, um jardim de plantas para a curiosidade, quando eu menos o esperava, achei mais de cem mil cruzados de despesa tão exorbitante como inutil.
Com esta mesma idéa talharam pelas medidas da sua vasta phantasia o dilatado espaço que se acha descripto na referida planta. O qual vi que, sendo edificado á imitação do pequeno recinto do outro jardim botanico, de que acima fallo, absorveria os meios pecuniarios da Universidade antes de concluir-se.
Eu, porém, entendo até agora, e entenderei sempre, que as cousas não são boas porque são muito custosas e magnificas, mas sim e tão sómente porque são próprias e adequadas para o uso que d’ellas se deve fazer.
Isto, que a razão me dictou, sempre vi praticado especialmente nos jardins botanicos das Universidades de Inglaterra, Hollanda e Allemanha; e me consta que o mesmo succede no de Parma, porque nenhum d’estes foi feito com dinheiro portuguez. Todos estes jardins são reduzidos a pequeno recinto cercado de muros, com as commodidades indispensáveis para um certo numero de hervas medicinaes e proprias para o uso da faculdade medica; sem se excedesse d’ellas a comprehender outras hervas, arbustos, e ainda arvores das diversas partes do mundo, em que se tem derramado a curiosidade, já vistosa e transcendente, dos sequazes de Linneu, que hoje têm arruinado as suas casas para mostrarem o malmequer da Persia, uma açucena da Turquia, e uma geração e propagação de aloes com differentes appelidos, que os fazem pomposos.
Debaixo d’estas regulares medidas deve, pois, v. ex.ª fazer delinear outro plano, reduzido sómente ao numero de hervas medicinaes que são indispensáveis para os exercicios botanicos, e necessarias para se darem aos estudantes as instrucções precisas para que não ignorem esta parte da medicina, como se está praticando nas outras Universidades acima referidas com bem pouca despesa: deixando-se para outro tempo o que pertence ao luxo botanico, que actualmente grassa em toda a Europa. E para tirar toda a duvida, pode v. ex.ª determinar logo, por sua parte, que Sua Magestade não quer jardim maior, nem mais sumptuoso, que o de Chelsea na cidade de Londres, que é a mais opulenta da Europa; e pela outra parte, que debaixo d’esta idéa se demarque o logar; se faça a planta d’elle com toda a especificação das suas partes; e que se calcule por um justo orçamento o que há de custar o tal jardim de estudo de rapazes, e não de ostentação de príncipes, ou de particulares, d’aquelles extravagantes e opulentos, que estão arruinando grandes casas na cultura de bredos, beldroegas, e poejos da Índia, da China e da Arabia.”
Depois de aprovado o novo projecto, em 1774, o Marquês de Pombal enviou a Coimbra o jardineiro do Real Jardim da Ajuda (Lisboa), Julio Mattiazi, como responsável pelo cultivo das plantas no jardim botânico. As primeiras plantas vieram do Real Jardim da Ajuda, tendo sido enviadas para Coimbra por via marítima e acompanhadas por João Rodrigues Vilar, que foi o primeiro jardineiro do Jardim Botânico de Coimbra.
Iniciou-se, assim, a relevante fitodiversidade do Jardim Botânico de Coimbra, que implicou, por razões óbvias, um enriquecimento em zoodiversidade não só na área do jardim, como também em toda a zona circundante.
O Jardim Botânico ocupa uma vasta área (±13,5 ha.) do Vale das Ursulinas, onde corre um pequeno regato que nasce em Celas, e é constituído por duas zonas fundamentais: uma, na parte superior do vale, ajardinada (parte pública) e outra na parte inferior do vale, mais arborizada (a Mata).
A primeira, a área mais formal do jardim, é constituída por alguns terraços em socalco. No socalco inferior está o designado “Quadrado Grande”, que constitui a parte mais primitiva do jardim. Aqui, existem três relevantes árvores que datam dos primórdios do jardim, em que Brotero foi director (1791-1811). São o abeto-da-china (Cunninghamia lanceolata), o cedro-do-japão (Cryptomeria japonica) e uma eritrina (Erythrina crista-galli). Estão ainda em óptimo estado e, por isso, constituem um valiosíssimo património biológico da Universidade. Porém, caiu, em 2000, a árvore que eu considerava a mais antiga do Botânico, a Cupressus macrocarpa, originária da Baía de Monterey (Califórnia), que se encontrava em frente ao refeitório. Esse cipreste-de-monterey talvez tivesse sido plantado antes da fundação do jardim botânico, pelos frades que viviam no convento, onde actualmente está o Instituto Botânico e o Instituto de Antropologia.
A maioria das árvores mais antigas e de grande porte foram plantadas entre a segunda metade do século XIX e o início do século XX, durante a direcção de Júlio Henriques (1873-1918). As árvores que atingem grande altura, mas que se situam na parte pública do jardim, isto é, fora da Mata, não atingem idades consideráveis, pois acabam por morrer electrocutadas por funcionarem como pára-raios. Actualmente, a árvore mais alta do Botânico talvez seja um exemplar de Araucaria rulei F. Muell. ex Lindl., próxima do portão da rua Vandelli, com mais de 50 metros de altura, logo seguida de um alto eucalipto (ca. 50 m), que é a árvore de maior biomassa do jardim (Eucalyptus obliqua), ao lado das escadas que dão para o portão do Seminário e, do outro lado destas escadas, está um outro extraordinário exemplar de eucalipto (Eucalyptus viminalis); outro enorme eucalipto (Eucalyptus cornuta) está no canto junto à confluência da Alameda Júlio Henriques com os Arcos do Jardim e, muito próximo deste, o eucalipto de maior diâmetro do Jardim (Eucalyptus globulus); e, igualmente referenciáveis, são os altos, belíssimos e odoríficos (cheiro a limonete) eucaliptos de casca cinzenta (Eucalyptus citriodora).
Além deste património vegetal, no Jardim Botânico de Coimbra habitam muitos animais, como os esquilos europeus (Sciurus vulgaris), toupeiras (Talpa europaea), morcegos, pequenos roedores, tendo já sido vista uma raposa (Vulpes vulpes), uma doninha (Mustela nivalis), coelhos-bravos (Oryctolagus cuniculus) e muitas aves. Das cerca de quatro dezenas de aves assinaladas, umas são sedentárias, outras invernantes e algumas nidificantes. Algumas das aves que habitam o jardim botânico são espécies raras e protegidas, como as rapinas nocturnas [bufo-real (Bubo bubo); coruja-do-mato (Strix aluco); coruja-das-torres (Tyto alba)], a rapina diurna [milhafre-preto (Milvus migrans)], o pombo-torcaz (Columba palumbus); o guarda-rios (Alcedo athis).; o gaio (Garrulus glandarius); o bico-grossudo (Coccothraustes coccothraustes) e, para finalizar, o raríssimo dom-fafe (Pyrrhula pyrrhula), tendo já sido vistas, nos viveiros, perdizes (Alectoris rufa).
Claro que também há anfíbios (rãs, sapos e salamandras) e répteis (lagartos e cobras).
Além de toda esta biodiversidade, há a biodiversidade “inconspícua” (invisível), como os invertebrados. Um exemplo disso, foi a descoberta recente (2005-2006) de espécies novas para a ciência de aracnídeos, algumas ainda não publicadas (Nemesia bacelarae; Malthonica oceanica; Sintula iberica; Harpactea sp. nov.).
Manancial de biodiversidade
O Jardim Botânico de Coimbra, como grande parte dos jardins botânicos (cerca de 2.500) é um manancial de biodiversidade (vital para a nossa espécie), uma enorme “fábrica” de biomassa (fotossíntese), com um elevado contributo na despoluição ambiental (consumo de CO2 pela fotossíntese) e excepcional purificador do ar (pelo enorme volume de O2 produzido pela fotossíntese). Além disso, o Jardim Botânico de Coimbra faz parte da rede internacional de Jardins Botânicos (Botanic Garden Conservation International – BGCI), onde se estima que existem cerca de 100.000 espécies de plantas vivas, algumas em vias de extinção, e cerca de 250.000 preservadas em Bancos de Sementes. Estes jardins botânicos são, pois, extraordinárias reservas de biodiversidade e relevantes recursos para a respectiva conservação. Por outro lado, nos jardins botânicos faz-se investigação científica, fundamentalmente aplicada, e educação ambiental abrangente (não tradicional), com dimensão ecológica, económica, cultural e social. Um jardim botânico não é, pois, um jardim qualquer. É um Monumento Nacional e é uma Reserva de Biodiversidade em risco e um Laboratório de Propagação e Preservação da Biodiversidade.
Jorge Paiva - Biólogo

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13-04-07

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Locais Notáveis de Idanha-a-Nova e Penamacor

Aldeia Histórica de Monsanto (MN) (****)

Aldeia Histórica de Idanha-a-Velha (MN) (**)

Crista quartzítica com fósseis icnológico em Penha Garcia (*)

Águas minero-medicinais de Monfortinho (*)

Conjunto patrimonial e paisagístico do alto de Penamacor (IIP) (*)

Reserva Natural da Serra da Malcata (*) (abrange o Concelho de Sabugal)

Outros Locais com Interesse turístico:

Parque Natural do Tejo Internacional (ler  como local notável em Vila Velha de Ródão)

Vale fértil da Ribeira da Meimoa

Ponte Romana da Meimoa

Canhões fluviais do rio Erges

Panorama do que resta do  Castelo de Idanha-a-Nova 

Senhora do Almortão

Museu Municipal de Penamacor

Igreja e Convento de Santo António em Penamacor

Termas da Fonte Santa em Águas

Panorama da estrada para Meimão

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11-04-07

FEC

7 Medidas para melhorar o afluxo turístico em Freixo de Espada-à-Cinta

1- Reforçar acções promocionais das belezas locais, em feiras, eventos da especialidade e em grandes espaços comerciais das grandes cidades de Península Ibérica. Apostar ainda fortemente no mercado espanhol.

2- Salvaguardar e divulgar as pinturas rupestres (Fonte Santa, Cavalo de Mazouco e da Calçada de Alpajares).

3- Melhorar a notoriedade do passeio turístico fluvial do Douro entre as Barragens de Saucelhe e Aldeadavilla (é um dos mais extraordinários percursos turísticos fluviais da Europa).

4- Investir fortemente na Internet divulgando por vários meios os Locais Notáveis do Concelho.

5- Restaurar o centro histórico manuelino de Freixo de Espada-à-Cinta utilizando as verbas do QREN.

6- Aumentar o cultivo das culturas tradicionais (amendoeira, vinha e olival) para aumentar a beleza agrícola e os recursos da região.

7- Estudar as águas minero-medicianis da Fonte Santa tendo em conta a sua qualificação.

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02-02-07

Museu da Ciência (*) da Universidade de Coimbra

No Largo Marquês de Pombal, Alta de Coimbra, é impossível ficar indiferente ao imponente edifício que alberga o Museu da Ciência. O segredo é entrar e partir à sua descoberta.
Quando se fala de Património Mundial, estatuto a que a Universidade de Coimbra pretende ascender, tem de falar-se de alguns emblemáticos e fundadores edifícios, espólios e tradições que lhe constroem a história de séculos. Vem, portanto, mais que a propósito a escolha do Museu da Ciência – Laboratório Chimico para integrar o ciclo “Coimbra – Uma candidatura a património mundial”, promovido em conjunto pela Livraria Minerva e pelo Rotary Club de Coimbra, Santa Clara.
E, na terça-feira, foi para uma plateia atenta que Paulo Gama Mota traçou o percurso fascinante de um edifício – o Laboratório Chimico – e de um projecto – o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra – que agora se encontraram num mesmo destino: o de tornar visível aos olhos de um público alargado um espólio científico de uma riqueza ímpar em Portugal, conferindo-lhe a unidade desejável dentro de um espírito de pluridisciplinaridade e abertura à sociedade e à problematização/compreensão de temas fundamentais nos dias que correm.
Para Paulo Gama Mota, o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra – que viu concretizada em Dezembro último a sua primeira fase no Laboratório Chimico – pretende ser um local de divulgação, mas mais do que isso, pretende ser um local de diálogo entre a sociedade e os cientistas: a ciência que os cientistas produzem, o conhecimento que daí resulta e as problematizações que na sociedade se podem levantar e que surgem relativamente à forma como esses conhecimentos são ou não postos em prática.
Magnífico por si só, o Laboratório Chimico – a primeira janela que se abre sobre o grande projecto que é o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, cuja segunda fase prosseguirá no edifício fronteiro e igualmente notável que é o Colégio de Jesus – tem uma proposta concreta para apresentar ao público: uma exposição permanente que se subordina ao tema “Segredos da luz e da matéria”, na qual a equipa multidisciplinar que pensou o projecto procurou, através de vários processos e meios, transmitir conhecimentos sobre os dois grandes temas em causa.
Ainda de acordo com o director do Museu da Ciência, esses meios são, naturalmente, os objectos reais utilizados ao longo do tempo, quer para demonstração, quer para experimentação, e que são património da Universidade de Coimbra, nomeadamente ampolas de raio X, aparelhos de espectrofotometria, aparelhos cirúrgicos de laser... Enfim, conjuntos muito diversificados de equipamento de épocas diferentes e de diferentes áreas disciplinares. Mesmo porque, para Paulo Gama Mota, a exposição permanente do Museu da Ciência atravessa conhecimentos que vão da Astronomia à Física, passando pela Química, Biologia, Ciências da Vida, Mineralogia, até à Antropologia. No entanto, ainda que tenha este carácter abrangente, há um fio condutor na exposição: a luz e a matéria.
Tendo surgido num momento fundamental da história da Química – o final do século XVIII, quando Lavoisier a “transforma” definitivamente de “alquimia” em “ciência experimental” –, o Laboratório Chimico apresenta todas as características dos laboratórios da época: espaçoso, isolado, bem equipado, ordenado, seguro, bem ventilado, servido de água e fontes de calor.
No entanto, o edifício pombalino de Coimbra, “uma das mais importantes obras de linguagem neoclássica em Portugal”, é o único a chegar praticamente intacto aos nossos dias: situação que pontencia mais ainda a condição de “jóia” de uma coroa científica e patrimonial que, agora, num espaço candidatado a património da Humanidade, assume contornos verdadeiramente extraordinários.
Dada a natureza e as características do edifício, de acordo com Paulo Gama Mota, o museu conta também com a chegada de visitantes integrados numa rota específica de turismo cultural: para esses, além do catálogo, disponibiliza-se uma espécie de viagem virtual ao interior do edifício no século XVIII e XIX.
Entre a guerra e a paz
A pia de pólvora a marcar a entrada no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, no Laboratório Chimico, encerra muito mais que o evidente simbolismo de uma peça fundamental para fixar a memória do edifício. Destacada por Paulo Gama Mota, director do Museu da Ciência, a peça representa sobretudo o percurso entre a guerra e a paz, que foi o do edifício construído propositadamente para o ensino da Química experimental na grande reforma pombalina da universidade.
E, entre a guerra e a paz, o Laboratório Chimico foi um dos importantes protagonistas de um período marcado pelas invasões francesas, na primeira década do século XIX, altura em que a cidade e a região do Baixo Mondego foram ainda assoladas por uma praga de peste: transformado em fábrica de pólvora para combater os invasores, o Laboratório Chimico assumiu pouco depois a produção intensiva de desinfectantes com os quais haveria de combater-se um inimigo ainda mais traiçoeiro que os soldados de Napoleão.
Terça-feira, durante a visita promovida pela Livraria Minerva e pelo Rotary Club de Coimbra, Santa Clara, ao Museu da Ciência, a escritora Helena Rainho Coelho haveria de citar duas passagens do seu romance “As taças da ira” para ilustrar aqueles dois momentos de um significado imenso na vida da cidade e do país.

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08-12-06

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Fotografia de José Queiroz

A propósito das Sete Maravilhas de Portugal

É inegável que a concepção do concurso tem o seu valor ao por os portugueses a pensarem no valioso património que têm. No entanto  tenho de discordar veementemente com a lista elaborada por deixar de fora locais magníficos.

-Como é que não foi colocado a concurso qualquer valor natural (onde se incluem  o Parque Nacional da Peneda Gerês, os Parques Naturais do Douro Internacional, Arrábida, Serra da Estrela, Ria Formosa, a floresta Laurissilva da Madeira, classificada como Património Mundial da Humanidade, a Serra do Buçaco, a costa Vicentina- a mais bela de toda a Europa...)?

- Assiste-se a um fenómeno de litorização sendo esquecido toda a Beira Interior e Trás os Montes (onde se encontram as aldeias históricas de Portugal, com destaque para Sortelha, Monsanto, Almeida, Linhares da Beira, Marialva e Cidadelhe )?

- Onde está o Parque Arqueológico do Vale do Côa ?

- Onde estão os centros históricos de Coimbra, Viana do Castelo,  Évora, Guimarães e Porto (estes três últimos declarados Património Mundial da Humanidade).

- Onde estão as citânias minhotas?

- Onde está o Cromeleque dos Almendras que em muitos aspectos rivaliza e é superior a Stonehenge?

- Onde está o santuário pagão de Panóias?

- Os miradouros de São Leonardo da Galafura (Régua), Alto do Colcorinho (Oliveira do Hospital),  miradouro do Cervo (Vila Nova da Cerveira, Cume de São Miguel (Olhão)... ?

- Onde se encontra o Museu Nacional de Arte Antiga, Museu Nacional Machado de Castro ou o Museu da Fundação Calouste Gulbenkian.

- Onde está a Igreja de Santa Cruz de Coimbra, verdadeiro berço cultural e político de Portugal?

- E já agora o que faz na lista o Castelo de Guimarães (*)?; poderia indicar-vos aqui caros leitores algumas dezenas de Castelos mais belos. Quando à sua importância para a formação de Portugal, é mais lenda e mito do que realidade histórica e quanto ao palácio ducal de Vila Viçosa estamos conversados... 

Sendo assim seria muito mais correcto se as pessoas pudessem escolher os locais notáveis que desejassem. Assim o concurso está deturpado.

Aqui  fica a minha lista dos locais mais belos de Portugal:

Mosteiro da Batalha (*****)

Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém (*****)

Convento de Cristo (*****)

Paisagem Cultural de Sintra (*****)

Centro Histórico de Coimbra (*****)

Centro Histórico do Porto (*****)

Centro Histórico de Évora (*****)

Floresta Laurissilva da Madeira (*****)

Alto Douro Vinhateiro (*****)

Parque Arqueológico do Vale do Côa (*****)

Museu Nacional de Arte Antiga (*****)

Parque Natural da Costa Vicentina (****)

Parque Natural da Serra da Estrela (****)

Parque Nacional Peneda Gerês (`****) 

Parque Natural da ria Formosa (****)

Parque Natural do Douro Internacional (****)

Parque Natural da Arrábida (*****)

Conjunto das Aldeias Históricas da Beira Inteiror (com destaque para Linhares da Beira, Sortelha, Monsanto, Marialva e fortaleza de Almeida).

Mosteiro de Alcobaça (****)

Centro Histórico de Guimarães (****)

Paisagem cultural da Ilha do Pico (*****)

Lagoa das Sete Cidades (Ilha de São Miguel-Açores) (****)

No  concurso irei votar em:

Mosteiro da Batalha (*****)

Convento de Cristo (Tomar) (*****)

Paços da Universidade de Coimbra (***)

Mosteiro de Alcobaça (****)

Mosteiro dos Jerónimos (*****)

Ruínas Romanas de Conímbriga (***)

Palácio da Pena (porque acrescento o seu magnífico parque envolvente) (****)

Vote aqui: http://www.7maravilhas.pt

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03-12-06

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Concelhos de Meda e Penedono

O que eu elogio:

- O caminho pedestre certificado da volta do Sirico (Penedono)

- O estudo e a valorização das antas do Concelho de Penedono, nomeadamente a da Capela da Senhora do Monte (**).

- A recuperação de Marialva ao abrigo do programa das Aldeias Históricas de Portugal da Região Centro.

- A construção do novo balneário das Termas de Longroiva (*).

- As escavações arqueológicas da aldeia em romana de Vale de Mouro (Coriscada) onde foi descoberto um painel de mosaicos policromado com os deuses Baco e Mercúrio.

O que eu recomendo:

- Explorar a Marialva romana na área da Devesa (Civitas Aravor), estudando e requalificando o templo ao Deus Júpiter a barragem (Naumaquia), bem como outros pormenores urbanísticos daquela cidade romana.

- Continuar a campanha arqueológica e classificar a aldeia romana de Vale de Mouro (Coriscada) para posteriormente ser requalificada e posta ao serviço do turismo.

- Estudar e requalificar as bonitas Termas da Areola (ribeira de Teja) que hoje estão abandonadas. 

- Estudar e qualificar o castro de São Jorge (Ranhados).

- Aumentar a área e a qualidade da área vinhateira da Mêda nas freguesias de Longroiva e Fontelonga.

- Requalificar a mina de ouro da Granja (Penedono).

- Divulgar, usando todos os meios, os locais notáveis dos concelhos de Meda e Penedono.

- Divulgar os produtos locais com a abertura de pequenas lojas nos grandes centros urbanos portugueses.

- Requalificar e classificar o Casa da Prova (VC).

- Classificar a Devessa de Marialva.   

-Classificar como valores concelhios e restaurar alguns imóveis do centro Histórico da Meda (Os dois solares, a fonte manuelina, a área em redor do castelo e a igreja Matriz).

- Estudar e requalificar o rico conjunto patrimonial de Ranhados. Classificar o conjunto como IIP.

- Estudar a área, arqueológica e esotérica, envolvente ao menir de Vale Maria Pais e a necrópole associada. Classificar como Monumento Nacional este  conjunto.

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27-09-06

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Parque Arqueológico de Foz Côa (Património Mundial da Humanidade) (*****) (Conclusão)

Peço aos leitores que não leiam este próximo post, porque vão estar sujeitos as elucubrações de alguém que não leu mais do que meia-dúzia de artigos sobre o tema e que apesar de ter apenas visitado os núcleos do Vale do Côa, Mazouco e Siega Verde, tem a pretensão de dizer algo com nexo, mas nada original, sobre o ambiente e as motivações dos nossos antepassados paleolíticos. Espero que o grupo dos viajantes amadores não fique mal, pelas minhas divagações no ciber-espaço. Pare aqui, não leia mais, porque é agora que vou começar!

Era uma vez um grupo de Homo sapiens sapiens recolectores que encontraram o seu paraíso; o ambiente do planeta era gélido, seco e os rios pouca água levavam, exceptuando no degelo primaveril. A serra da Estrela, mas também a Serra da Peneda, estavam cobertas por glaciares, que escavavam vales em U nos seus flancos; mas o poente da Península Ibérica, principalmente nos vales mais profundos, ao abrigo do frio gélido, eram locais privilegiados para se estar, caçar e pescar. Também aqui os animais encontravam melhores condições ambientais (inclusive água líquida e pastos), refugiando-se da tundra. Era o éden e ainda o é (os portugueses contemporâneos são uns ingratos). E neste paraíso inicial os primeiros homens “modernos”, esboçaram o início da arte; mas o que temos hoje acessível são ínfimos fragmentos de uma mundividência outrora riquíssima e iluminada pela violência bárbara da natureza.

Enquanto a arte paleolítica é de carácter naturalista, privilegiando a figuração de grandes animais herbívoros, o mesmo não acontece com as “artes” que lhe sucedem, por exemplo a neolítica (que tanto gosto), que é maioritariamente simbólica e abstracta. È certo que a arte fundadora nos é interdita no seu significado, mas mesmo assim aqui ficam algumas especulações avulsas sobre o tema:

- Representariam animais para propiciar a sua fecundidade e assim aumentar as rezes de caça?

Desta maneira, estar-se-ia a pedir ao sagrado que propiciasse abundante caça, tal como ainda hoje pedimos nas nossas orações e evocações ao divino? -em suma uma manifestação religiosa.

- Estaremos em presença de um desejo do Homem em provar que existia uma hierarquização animal e que considerava os animais gravados (auroques, cervídeos, equídeos, e caprídeos superiores aos outros que não figurava (roedores, felinos, pássaros, peixes e canídeos)? Talvez os primeiros indícios de uma distinção da condição humana face (superior) -e por oposição -à condição animal (inferior)!

- Seriam marcadores de territórios e de caça de diferentes tribos e clãs?

- Existiria aqui coabitação entre o Homem “moderno” em contacto com o seu rude “primo” neandertal, e a arte poderia ser uma maneira do primeiro se distinguir do outro?

- Estaremos em presença de animais que poderão representar “auxiliares de viagem” (“spirit-helpers”) e que apenas poderiam ser desenhados por visionários xamãs? Estaríamos já então em demanda da imortalidade e do sagrado, com a constatação da existência de mundos paralelos para onde migraríamos após a nossa morte?

O carácter sagrado do vale, em longuíssimo tempo, é perpetuado pela existência de gravuras paleolíticas, Neolíticas, Calcolíticas, Idade do Ferro até à época histórica com a figuração de uma interessante custódia seiscentista ou ainda de outras figurações religiosas do século XX.

Após a descoberta do Cavalo de Mazouco, do vale do Côa (a que se segue Siega Verde) é hoje lícito considerar a hipótese de terem existido diversos locais de concentração de gravuras ao ar livre que completassem as belíssimas pinturas do grupo franco-cantárbico (Lascaux, Altamira (ver mais História da Arte), e da nossa gruta do Escoural (**) em Montemor-o-Novo.

A sua preservação ficou no entanto comprometida pelas brutais amplitudes térmicas que sucederam ao período glaciar, quando a Europa, que se encontrava literalmente coberta por uma camada de gelo e ao aquecimento gradual do ambiente: um fenómeno de crioclastia que terá degradado os painéis litológicos.

A sua preservação no território português e espanhol deve-se, precisamente, ao facto de aqui ter sido muito menor o impacto desta brusca alteração climática. Dai que também a fauna tipicamente euro-siberiana (mamutes e bisontes) não se encontre aqui representada.

Recentemente têm sido efectuadas prospecções nos vales mais abrigados e de menor demografia histórica que poderão conter algumas surpresas (por exemplo: Zêzere, Ceira e Tejo – e a “minha” água entendida como elemento mágico, criador de vida.

Saberemos, de facto algum dia da razão do impulso artístico/simbólico dos primeiros homens modernos?

Venha ao Côa e decida por si, racionalmente ou de acordo com o sonho e a emoção, e parta com a impressão que assistiu ao mais antigo “Património Mundial da Humanidade”, no que concerne à sua actividade artística.

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26-09-06

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VIII- Parque Arqueológico de Foz Côa (*****)- Falar de novo em Cidadelhe

“Porque Provins?”

“Nunca esteve em Provins? Lugar mágico, ainda hoje o sentimos, vá lá. Lugar mágico, ainda todo perfumado de segredos.”

O autor do post pede licença ao Professor Umberto Eco, para utilizar a sua frase retirada do Pêndulo de Focault e pede aos prezados leitores que substitua Provins por Cidadelhe. Este vosso servo idolatra este local associado a lendas, mitos e de beleza invulgar (ver entradas anteriores).

Já era relativamente tarde, mas não poderíamos deixar de visitar o “Castelo dos Mouros” e o “Poio do Gato”; mas uma habitante local avisou-nos, venham de lá antes de anoitecer, senão aparece a Dama que é capaz…o meu irmão quase tão céptico como eu, hesitou. São decerto reminiscências de algum culto a uma divindade pagã disse-lhe eu, e lá fomos, não tinha medo …O Génio ainda estava alto e não deslumbramos nenhuma ninfa; que a existir seria uma alseíde!

Uso este fraseado para informar que é urgente a preservação e a recuperação de Cidadelhe, e que uma das maneiras mais eficazes será através de existência de um centro de recepção e interpretação para visita às pinturas e gravuras rupestres da Faia, classificadas pela UNESCO e pertencentes à área de jurisdição do PAVC e fundi-lo com o novo centro de recepção turística (parabéns à edilidade de Pinhel). As entidades competentes devem planear e executar com inteligência a salvaguarda da aldeia mais enigmática de Portugal e também uma das mais belas do País. Para quando a classificação da “Aldeia de Baixo” e do “Castelo de Mouros”, pelo IPPAR?

Algumas boas notícias:

- Está para breve a abertura do concurso para a construção do Museu do PAVC.

- Inserção de Cidadelhe na rota aldeias do Côa e que será terá alguma verbas para se renovar.

- Está prevista a abertura ao público de um quarto núcleo do PAVC, ainda neste ano – o da Quinta do Fariseu.

Existem alguns sinais de esperança para a região onde se encontra o mais extraordinário museu pré-histórico da Humanidade e que em redor tem um património notável. O Concelho de Vila Nova de Foz Côa, e segundo as minhas contas, é um dos mais belos do País, sob o ponto de vista da qualidade e quantidade de locais notáveis e merece a nossa visita.

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18-09-06

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Gravuras Rupestre de Siega Verde (**)- (Espanha para portugueses) 

Quem quiser aprofundar as suas impressões sobre a muldividência paleolítica deve conhecer esta estação arqueológica, situada no rio Águeda, onde aqui, ainda não escoa em desfiladeiro apertado.

Para quem chega a primeira impressão é de desapontamento, pois o centro de recepção encontra-se fechado e com um ar devoluto. Na porta a informação de que a estação abre apenas ao fim de semana. O conjunto arqueológico está cerrado e defendido com arame farpado em todo o perímetro.

Este destemido viajante tenta encontrar alguma lacuna, para poder saltar, mas nada encontra e ainda estraga uma camisa. Observa que na margem direita do rio, pouco profundo, o único obstáculo é a água; atravessa então a ponte, tira as calças e tenta atravessa-lo, com algum perigo, principalmente porque os seixos arredondados e os limos tornam a travessia aventureira, principalmente para a sua máquina fotográfica. Um bando de inúmeras de aves de rapina, em quantidade assombrosa, como nunca vi, esvoaçava a baixa altitude.

São 14 painéis que mostram a arte paleolítica com grande expressividade; algumas gravuras foram infelizmente recentemente avivadas e degradadas. São muito eloquentes, com os “nossos” conhecidos auroques, caprídeos, cervídeo e principalmente cavalos. A idade das gravuras situa-se no Paleolítico Superior, em redor dos 18000 anos.

Este lugar é um importante e muito raro santuário paleolítico ao ar livre, e é bastante semelhante ao ambiente que rodeia os restantes núcleos que visitei: Vale do Côa (*****), Cavalo de Mazouco (*) e Domingos Garcia em Segóvia.

Siega Verde, no rio Águeda é bastante próxima do rio Côa, a meio caminho entre Almeida e Ciudad Rodrigo e é de crer que fizessem parte do mesmo contexto, mas o Parque Arqueológico do Côa, é incomparavelmente maior e com maior diversificação artística e de maior amplitude temporal.

A semelhança do Fuerte de la Concepcion, é uma dor de alma ver toda esta região esquecida pelo poder central espanhol, bem a semelhança de raia portuguesa.

Nota pessoal:

Na parte final da visita assustei-me porque um automóvel da Guarda Civil se colocou a barrar o caminho do outro lado do rio. Eu não devia estar ali! Mas acabei de ver todos os painéis, pois não sei quando aqui voltarei. Atravessei de novo o rio e arranquei calmamente com o carro, passei pelos benevolentes defensores da ordem, e acenei-lhes - Adios Muchachos!

Não era de mim que eles estavam à espera.

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30-07-06

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Trancoso

Locais Notáveis

Centro Histórico de Trancoso (Aldeia Histórica) (**)

Muralhas e castelo de Trancoso (MN) (**)

Arredores

Conjunto monumental e paisagem em Moreira do Rei (IIP( (*)

Solar  de Terrenho com a  capela da Nossa Senhora da Penha (IIP)  (*)

Outros pontos com algum interesse turístico

Barragem da ribeira da Teja

Campo da Batalha de São Marcos

Panorama da capela de São Pedro

Panorama da Serra da Broca

Vestígios arqueológicos em Vilares

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18-06-06

colmeal

Algumas recomendações para o desenvolvimento do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo

-Estudar, classificar e colocar ao serviço do Turismo as ruínas da povoação do castelo de Monforte e da aldeia do Colmeal.

- Requalificar a Albergaria dos peregrinos de Santiago de Compostela em  Escarigo.

-Requalificar e difundir o caminho medieval de Santiago de Compostela (o mais belo em Portugal e tão ignorado).

-Classificar o nicho e a albergaria no caminho de Santiago de Compostela em Escarigo, a Igreja de Almofala e o Santo André das Arribas (*).

-Remover o menír dos Ataúdes para um local mais protegido; colocá-lo mesmo na sede de freguesia em local de destaque e devidamente protegido.

- Homenagear Agostinho da Silva em Barca de Alva (*), com a elaboração de uma consequente estátua.

-Reabrir a linha férrea do Douro entre o Pocinho e Barca de Alva unindo-se a Espanha.

-Expandir a agricultura, uma vez que ao contrário dos concelhos vizinhos, os seus terrenos no planalto de Vilar Torpim-Vermiosa-Escarigo- Mata de Lobos-Escalhão, são muito férteis.

-Colocar um parque eólico na cumeada de Serra da Marofa.

- Em conjunto com outros concelhos da bacia hidrográfica do Côa criarem-se lojas nos principais centros urbanos da península Ibérica (Lisboa, Porto, Madrid, Valhadolid...) para divulgar as riquezas da região. 

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29-05-06

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Dimensões 4,80x3,60m. Óleo. Ano:1586-1588

O Enterro do Senhor de Orgaz (****) (Obra de El Greco em Toledo na Igreja de São Tomé)

Fui visitar a Capela da Senhora da Teixeira (Torre de Moncorvo), que tem como originalidade possuir um conjunto de frescos em estado deplorável de conservação do último quartel do século XVI e que recobrem quase inteiramente as suas paredes interiores; é nossa função recuperara-los com celeridade, senão correm o risco de se desfazerem.

Trabalhou aqui mais que um autor, e um deles, sem dúvida o melhor, denota influência do genial pintor El Greco, respeitando obviamente as infinitas diferenças entre eles.

Foi este que esteve em moda durante quase todo o século XX, mas nas últimas décadas o gosto dominante virou-se pelo andrógino, pelo naturalismo brutal e as sombras misteriosas de Caravagio. Também eu prefiro este, mas quando penso em Domenico Theotokopoulos e vem-me a memória a sua obra prima, O Enterro do Conde Orgaz, que recentemente visitei na Igreja de São Tomé em Toledo perante uma multidão de boquiabertos turistas, das mais diversas proveniências.

Trata-se de uma das mais belas pinturas da história da humanidade. Duma beleza imensa, o quadro representa a ascensão ao céu da alma do Conde. 

O quadro tenta oferecer uma resposta, para o desenlace da morte (um dos maiores receios e angustia da humanidade desde o Paleolítico até hoje) como esperança cordial para a vida eterna ao lado de Cristo.

As personagens agrupam-se magistralmente criando espaços a diferentes alturas, enquanto as figuras mantêm a estilização, a frieza e o misticismo característico do autor e do espírito da Contra-Reforma.

Entre o muito que há para reparar, toca-me particularmente o embrião (a alma) que o anjo na parte central liberta para a bem-aventurança.

Tenho que concluir rapidamente este post, senão recebo a crítica de me dedicar excessivamente aos locais notáveis do país vizinho; mas a minha vontade era escrever sobre Santo Ambrósio ou Santo Agostinho que amparam o Conde, a nobreza Castelhana do século XVI, o auto-retrato de El Greco... e aquele maravilhoso céu (como os cinzentos podem ser soberbos) que exala um mistério empíreo, feérica esperança renovada na eternidade, segundo a visão teológica estrita cristã tridentina.

Nota: Não perca outras informações do quadro em http://www.santotome.org/index-2.htm

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24-04-06

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Locais Notáveis do Centro Histórico de Toledo (*****)

Panorama do Parador de Toledo (****)

Catedral (****)

Sinagoga del Tránsito (Museu Sefardita) (****)

Iglesia de San Román com minarete e museu da cultura visigótica (****)

Quadro do Enterro do Conde de Orgaz, na igreja de São Tomé (***)

Sinagoga de Santa María la Blanca (***)

Monasterio de San Juan de los Reys (***)

Porta de Afonso VI (***)

Ponte de São Martín (***)

Ponte de Alcántara (***)

Panorama do Museo de Victorio Macho (**)

Porta del Sol (**)

Porta de Cambrón (**)

Porta da Bisagra (**)

Iglesia mudéjar de Santiago del Arrabal (**)

Mesquita e Ermida del Cristo de la Luz (**)

Plaza de Zocodover (*)

Circo Romano de Toledo (*)

Não visitei: Museu de Santa Cruz, Alcázar, Casa-Museu de El Greco, Hospital de Tavera (Museu Duque de Lerma), etc.

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Toledo (Património Mundial da Humanidade) (*****)

Toledo é uma das mais belas cidades da Península Ibérica. É uma lição de história e um deleite aos sentidos passear no seu casco antigo; é uma autêntica viagem no tempo...verdadeiramente impressionante. É também conhecida como a “Cidade das Três Culturas” ou a “Cidade Imperial”.

Entre as múltiplas facetas de Toledo, aquela que mais me impressiona, é a fusão cultural e religiosa- cristã, judaica e muçulmana, que se entende nos seus esplêndidos minaretes, mesquitas, sinagogas e igrejas que traduzem vários credos.

Toledo foi cidade celtibérica; importante urbe romana; capital do reino Visigodo; importante cidade muçulmana, foco de rebelião frente ao califado de Córdoba, durante o domínio sarraceno, a par de Córdova, foi o centro cultural mais brilhante do Mundo Ocidental do Séc. X; centro intelectual e cultural nos séculos XII e XIII; foco de irradiação artística mudéjar; capital do império de Carlos I; centro episcopal da igreja Espanhola; cidade onde viveu o genial El Greco e onde a cidade guarda muita das suas obras.

Todo este conjunto belíssimo e a miscelânea cultural, que fazem do seu centro histórico uma autêntica cidade museu, mereceram que em 1987 a UNESCO declarasse Toledo como "Cidade Património Mundial da Humanidade.

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26-03-06

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Mosteiro de Santa Maria de Aguiar (Figueira de Castelo Rodrigo (MN) (*)

No início o mosteiro terá sido beneditino e posteriormente pertenceu à ordem de Cister. Os monges desta Ordem foram aqui instalados pela grande fecundidade dos terrenos em redor; amigos como são da vida espiritual, da sabedoria mas também da actividade agrícola.

Este convento pertenceu ao bispado de Ciudad Rodrigo, tendo passado para a filiação do mosteiro cisterciense de São João de Tarouca aquando da integração das terras de Riba-Côa no território português. Foi sem dúvida o centro principal do desenvolvimento agrícola, cultural e religioso da região. Foi bastante devastado quer nas invasões francesas quer na época das invasões liberais, tendo o cenóbio encerrado em 1840.

O edifico actual é ainda de uma grande pureza arquitectural, construído nos estilos de transição do românico para o gótico. O seu interior é espaçoso, mas despido e frio, sem ornamentos de distracção (à excepção do retábulo barroco). No século XVI foram realizadas algumas intervenções das quais ficaram marcas como é o caso da porta manuelina que liga o transepto à sacristia.

No século XVIII foi construído o monumental retábulo barroco. e colocado as armas cistercienses e do escudo na hospedaria. Esta foi transformada, durante as invasões Francesas em hospital militar pelas tropas inglesas e hoje constitui uma unidade turismo luxuosa. Deverá ter albergado os peregrinos que se dirigiam a Santiago de Compostela.

A sacristia tem um pequeno museu arqueológico onde podemos ver a Santa Maria de Aguiar, a tal da Batalha das Salgadelas.

Nele viveu e morreu em 1617 o cronista mor do reino Frei Bernardo de Brito.

O claustro já não existe, mas ainda permanecem as celas e a casa do capítulo, este de grande beleza. O viajante versado em templarismo, não pode deixar de admirar as lápides funerárias destes misteriosos cavaleiros, expostas na casa do capítulo, e interrogar-se acerca da sua origem.

Viriam do cemitério de Mata de Lobos, apenas a meia dúzia de quilómetros do Mosteiro, onde existe a Capela de Santa Marinha (IIP), que foi pertença da ordem de Cristo, herdeira da Ordem dos Templários? Segundo a tradição existiria aqui um mosteiro templário. Na capela de Santa Marinha a cachorrada é bastante interessante e apelativa aos prazeres do corpo.

O Mosteiro de Santa Maria de Aguiar é um dos monumentos mais importantes desta região.

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Batalha das Salgadelas (Castelo Rodrigo)

Durava a Guerra da Restauração havia 24 anos quando Castelo Rodrigo teve oportunidade para compensar e limpar o deslustre que injustamente sofria desde 1580 pela infâmia de seu filho e governador - Cristóvão de Moura.

Entre incursões fronteiriças, escaramuças e saques mais ou menos importantes em que a guerra então se alongava, o duque de Ossuna cercou Castelo Rodrigo com 5000 homens e 95 peças de artilharia em Julho de 1664. Defendiam o castelo escassos 150 homens a bater-se como feras, mas incapazes de sustentar o assédio por muitos dias.

O general da Província, o aventureiro Pedro Jacques de Magalhães, estripado em algumas partes do corpo pelas muitas campanhas bélicas em que participou, conduzia a luta raiana a partir de Almeida e, ao saber do ataque logo marchou com cerca de 3000 soldados.

A Batalha das Salgadelas decorreu a sete de Julho de 1644. Quando chegaram à sorrelfa, deu ordens secretas para os de Castelo Rodrigo investirem com os seus 150 homens (??) sobre os inimigos. O duque de Ossuna achou prudente retirarem-se para a Salgadela (Mata dos Lobos) onde foram atacados de supresa por Pedro de Magalhães desbaratando os sitiantes. Ossuna e Dom João da Austria, que viera auxilia-lo – dizem que se vestiram cobardemente de frades no Mosteiro de Aguiar e fugiram para Espanha com os restos da infantaria. Foram feitos muitos cativos e tomou-se a artilharia espanhola. O número de invasores perecidos ultrapassou o milhar.

Salgadela é o nome dado ao campo da batalha, à vista das muralhas de Castelo Rodrigo e situa-se a 2 km de Mata de Lobos. Aqui foi erguida, logo a seguir à batalha, a Cruz de Pedro Jacques, em memorial do sucedido. Está classificada como Monumento Nacional. Os portugueses cépticos em relação à nossa independência, deveriam conhecer este local e virem aqui a sete de Julho.

Associada a esta vitória, reza a lenda que durante a batalha, os soldados espanhóis viram a imagem de Nossa Senhora entre os portugueses animando-os na luta e parando num açafate as balas disparadas pelo exercito inimigo, provocando o pânico entre as hostes invasoras e dando alento aos nossos heróis. Um facto é real: os frades do Mosteiro acompanharam Pedro Jacques com a imagem da Santa invocando a sua protecção. Esta lenda é semelhante à da Batalha de Campo de Ourique. 

Estranha Santa esta, que na Batalha de Castelo Rodrigo, serviu para aniquilar as gentes Espanholas, tão ou mais fervorosamente cristãs do que as Portuguesas! Quem a quiser conhecer, deve dirigir-se ao Convento de Santa Maria de Aguiar.

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11-03-06

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Locais Notáveis de Figueira de Castelo Rodrigo

Castelo Rodrigo (Aldeia Histórica) (MN) (*)

Panorama da Serra da Marofa (*)

Capela-mor da Igreja de São Miguel, matriz de Escarigo (IIP)(*)

Ruínas Romanas de Almofala, conhecidas como o Casarão da Torre (MN) (*)

Igreja e Convento de Santa Maria de Aguiar (MN) (*)

Paisagem e vestígios arqueológicos de Santo André das Arribas (PNDI) (*)

Albufeira de Santa Maria de Aguiar (PNDI) (*)

Miradouro da Sapinha na Estrada Nacional 221 (PNDI) (*)

Paisagem em Barca de Alva (PNDI) (*)

Capela-mor da Igreja de Escalhão (IIP) (*)

Torre Medieval dos Metelos, em Freixeda de Torrão (MN) (*)

Outros locais com algum interesse turistíco

Capela Mor da Igreja de Almofala

Caminho de Santiago de Compostela (Cruzeiro do Roquilho em Almofala (IIP), Albergaria e nicho em Escarigo Igreja, Convento de Santa Maria Aguiar, Igreja de Rocamador em Castelo Rodrigo e Ponte Sobre o rio Aguiar).

Paisagem geológica com dobra quartzítica na E.N. 221, entre a Ponte do Côa e Castelo Rodrigo

Ponte Medieval no Rio Aguiar (MN) 

Paisagem da Capela de Santa Bárbara (Algodres)

Paisagem no Côa entre Cidadelhe (Pinhel) e Vale Afonsinho (F. de Castelo Rodrigo)

Conjunto da povoação do Colmeal (VC)

Estátua menir da Quinta dos Ataúdes

PNDI- Parque Natural do Douro Internacional,. MN - Monumento Nacional . IIP - Imóvel de Interesse Público, VC -Imóvel de Valor Concelhio

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