Portugal Notável

Valor Universal (*****) Muito Notável (***) Notável (*)

18-09-06

siega_verde_DSC03862

Gravuras Rupestre de Siega Verde (**)- (Espanha para portugueses) 

Quem quiser aprofundar as suas impressões sobre a muldividência paleolítica deve conhecer esta estação arqueológica, situada no rio Águeda, onde aqui, ainda não escoa em desfiladeiro apertado.

Para quem chega a primeira impressão é de desapontamento, pois o centro de recepção encontra-se fechado e com um ar devoluto. Na porta a informação de que a estação abre apenas ao fim de semana. O conjunto arqueológico está cerrado e defendido com arame farpado em todo o perímetro.

Este destemido viajante tenta encontrar alguma lacuna, para poder saltar, mas nada encontra e ainda estraga uma camisa. Observa que na margem direita do rio, pouco profundo, o único obstáculo é a água; atravessa então a ponte, tira as calças e tenta atravessa-lo, com algum perigo, principalmente porque os seixos arredondados e os limos tornam a travessia aventureira, principalmente para a sua máquina fotográfica. Um bando de inúmeras de aves de rapina, em quantidade assombrosa, como nunca vi, esvoaçava a baixa altitude.

São 14 painéis que mostram a arte paleolítica com grande expressividade; algumas gravuras foram infelizmente recentemente avivadas e degradadas. São muito eloquentes, com os “nossos” conhecidos auroques, caprídeos, cervídeo e principalmente cavalos. A idade das gravuras situa-se no Paleolítico Superior, em redor dos 18000 anos.

Este lugar é um importante e muito raro santuário paleolítico ao ar livre, e é bastante semelhante ao ambiente que rodeia os restantes núcleos que visitei: Vale do Côa (*****), Cavalo de Mazouco (*) e Domingos Garcia em Segóvia.

Siega Verde, no rio Águeda é bastante próxima do rio Côa, a meio caminho entre Almeida e Ciudad Rodrigo e é de crer que fizessem parte do mesmo contexto, mas o Parque Arqueológico do Côa, é incomparavelmente maior e com maior diversificação artística e de maior amplitude temporal.

A semelhança do Fuerte de la Concepcion, é uma dor de alma ver toda esta região esquecida pelo poder central espanhol, bem a semelhança de raia portuguesa.

Nota pessoal:

Na parte final da visita assustei-me porque um automóvel da Guarda Civil se colocou a barrar o caminho do outro lado do rio. Eu não devia estar ali! Mas acabei de ver todos os painéis, pois não sei quando aqui voltarei. Atravessei de novo o rio e arranquei calmamente com o carro, passei pelos benevolentes defensores da ordem, e acenei-lhes - Adios Muchachos!

Não era de mim que eles estavam à espera.

Posté par Castela à 03:26 - Espanha para portugueses - Commentaires [0] - Permalien [#]

Commentaires

Poster un commentaire