27-08-07
Vale da Vilariça (**) (Torre de Moncorvo)
O Vale da Vilariça tem uma área aproximada de 34.000 hectares, constituindo uma pequena planície aluvionar de 5000 hectares, da ribeira que lhe dá o nome, e que nasce a cerca de 25 kms na Serra de Bornes.
O Vale corresponde a uma mega fractura activa, que atravessa o distrito de Bragança no sentido N/S, provinda da Galiza e que se prologa pelo distrito da Guarda. Esta falha alargou-se no curso inferior do rio Sabor e na ribeira da Vilariça. É esta grande estrutura que obriga o Douro a dar um meandro caprichoso na Quinta Vale de Meão. Quando o caudal do rio Douro é maior, impede as águas de rio Sabor de desaguar naquele. É o refluxo do rio Sabor que possibilita a sedimentação de nutrientes no fundo do vale tornando-o muito fértil- é a rebofa. A regularização do curso do Douro, primeiro com o rompimento do Cachão da Valeira no final do século XVIII e mais recentemente com a construção de barragens, tem vindo a diminuir a intensidade das rebofas do passado.
Durante séculos a cultura do cânhamo dominou o vale da Vilariça, decrescendo a sua importância após meados do século XVIII, com o encerramento da Real Feitoria dos linhos cânhamos e com o desenvolvimento da cultura da seda. A partir daí são as culturas cerealíferas e hortícolas em regime intensivo que ocupam as atenções dos lavradores da veiga.
São famosos, apesar de cada vez mais esquecidos, os melões, «Carrasco» e «Lagarto», variedades regionais oriundas do Vale.
Embora aqui ou ali se vejam alguns tractos de vinha, esta espalha-se mais-tal como as amendoeiras, as oliveiras e as laranjeiras-pelas encostas que ladeiam o vale. A produtividade das terras da Vilariça é notável, permitindo o desafogo financeiro das populações do Concelho de Torre de Moncorvo.
As escarpas graníticas vigorosas, delimitam o Vale da Vilariça e no seu topo, em cabeços, implantaram-se vários povoados pré-históricos: Baldoeiro-IIP (*), Santa Cruz da Derruída-MN, Castelo da Mina-IIP, Senhora do Castelo na Adeganha (*), todos eles ricos em vestígios arqueológicos. Destes “castros”, por vezes inacessíveis ao vulgar turista, colhem-se belas visões panorâmicas do vale, com o amplo xadrez geométrico dos seus campos verdejantes.
Mas há um grande senão nesta beleza. Nos dias quentes de Verão o calor húmido torna-se insuportável, e as sombras não abundam. A insalubridade do estio no passado deve ter provocado a demanda das populações destes povoados abandonados; isto também explica que a população de Santa Cruz da Derruída se tenha mudado, e fundado outra localidade, na Idade Média -Torre de Moncorvo - mais defendida das sezões.
Na foz deste vale, defronte ao Monte de Meão, meandra o vasto Douro, num lençol de água que nos faz esquecer da nossa existência e que nos arrasta para uma estranha melancolia; partamos daqui com a certeza que esta depressão, é um oásis de verdura e de fertilidade no ressequido e descarnado Trás-os-montes. É um dos belos rincões de Portugal.
02-08-07
Locais Notáveis do Concelho de Montemor-o-velho
Castelo de Montemor-o-Velho (MN) (***)
Convento da Nossa Senhora dos Anjos (Montemor-o-Velho) (MN) (*), com o túmulo de Diogo de Azambuja (*)
Hospital da Misericórdia de Montemor-o-Velho, com o tríptico quinhentista dos Mestres do Sardoal (IIP) (*)
Panorama e ecossistema do Outeiro da Quinta de São Gens (*)
Paisagem da Igreja de Nossa Senhora do Ó, em Reveles (*)
Campos do Mondego (*)
Pauis do Mondego (Arzila, Taipal e Madriz) (*)
Paço Real de Tentúgal/Paço do Duques do Cadaval (*)
Outros locais com interesse turístico
Igreja Matriz de Pereira (IIP)
Igreja da Misericórdia de Pereira (IIP)
Capela da Nossa Senhora do Pranto, com a imagem da Senhora e a paisagem
Celeiro dos Duques de Aveiro em Pereira
Centro Histórico de Tentúgal (IIP)
Igreja da Misericórdia de Montemor-o-Velho (IIP)
Praia fluvial de Ereira
Convento de Almiara / Mosteiro de Verride
Panorama da Capela de Verride






