05-05-08
Centro Histórico de Beja (**)
A Câmara Municipal de Beja aprovou anteontem a criação da "Associação Portas do Território" (APT), uma Associação de Desenvolvimento Local (ADL), em conjunto com a Diocese de Beja, "para gestão integrada dos espaços visitáveis, propriedade das duas instituições", disse ao JN o presidente da autarquia, Francisco Santos.
Além da Câmara e da Igreja, vão ser convidadas mais sete instituições locais "para rapidamente se avançar com o processo de constituição da ADL", justificou o autarca, referindo a necessidade de "unir esforços na captação de mais pessoas para Beja".
Um dos monumentos que vai ser gerido pela APT é a Ermida de Santo André, situada na principal entrada da cidade, que vai receber, ainda em 2008, um Posto Avançado de Informação e Turismo (PAIT), destinado a servir os objectivos de "promoção e divulgação" da Câmara Municipal e da Diocese de Beja.
Propriedade da autarquia, a ermida data do século XVI e durante muitos anos esteve isolada do casco urbano de Beja.
Com o crescimento da cidade, aproveitando o Programa BejaPolis, a Câmara procedeu a diversas obras de embelezamento em redor do monumento, que contrastam com o seu aspecto exterior, algo degradado, situação de que também padece o interior.
O Castelo, Museu Jorge Vieira, igrejas de Santo Amaro e da Misericórdia, propriedade da Câmara Municipal de Beja, e as igrejas da Sé e dos Prazeres, pertença da Diocese, "são alguns dos momentos a incluir no âmbito do roteiro a gerir pela APT", revelou o autarca.
"A ermida é a principal porta de entrada na cidade", disse o edil, revelando que a ideia é "criar um espaço que permita exposições de arte sacra e um posto de informação aos visitantes", justificou.
José António Falcão, director do Departamento Histórico e Artístico da Diocese de Beja, revelou que a criação da APT surge "da necessidade de promover a riqueza arquitectónica, artística e histórica da cidade" Fonte JN
Cidade desvenda o único teatro romano (*) a céu aberto-Braga
Era uma casa bem traçada, bem proporcionada, bem inserida num conjunto de grande qualidade urbanística, arquitectónica e ambiental e, certamente, muito cuidada e confortável, mas não consta que aquela passagem de mão lhe tenha acrescentado qualquer valor patrimonial, para além da memória que os lugares adquirem quando outros símbolos lhes dão outras ressonâncias. E os lugares vivem muito dos sentidos que adquirem por via, nem que seja, de apenas tradições assentes em efabulações mais ou menos bem construídas. Por isso, tantos lugares reivindicam ter sido o lugar de nascimento, de morte ou de simples estadia ou passagem de personagens que a história guarda em lugar de destaque, mesmo que o não tenham sido ou mesmo que muitos outros façam igual reivindicação.
Será, este, eventualmente, o contexto em que se insere a "Vila Jane" ou a "Casa de Eça" que, em qualquer caso, hoje, já não é mais do que uma longínqua e triste memória! Morreu. Como morreu "Jane" e como Morreu "Eça". Jamais existirá ali outra coisa que não seja a notícia de que ali houve, um dia, uma casa que "foi abaixo". Estará lá, um dia, um lindo condomínio, fechado e tudo e, até, talvez, chamado "Vila Eça", (por que não?) para glória de algumas bolsas mais afoitas que, no momento certo, não estiveram com meias medidas nem quiseram sujeitar-se à farsa da "audiência prévia"e foram-se à coisa e pouparam um ror de trabalho.
A primeira grande descoberta do terceiro milénio foi revelada, ontem, em Braga o primeiro e, para já, único teatro romano a céu aberto de Portugal e do Noroeste Peninsular. "É uma descoberta extraordinária", começou por dizer a responsável pela Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho, entidade que liderou as escavações, "que coloca a cidade de Braga ao mais alto nível europeu em termos de arquitectura romana".
Manuela Martins salienta que esta descoberta "é ainda mais extraordinária por se encontrar dentro de uma área protegida, onde estão as termas romanas da Cividade, pertença da autarquia, transformando o teatro automaticamente em monumento nacional".
A descoberta acidental, em 1999, quando se procedia às escavações das termas, de estruturas reveladoras da existência de um teatro, permitiu "delinear imediatamente uma estratégica que culminou agora em 2007 e que excederam todas as expectativas". A ampla área que foi possível escavar, com cerca de 80 metros de diâmetro, e o considerável número de elementos arquitectónicos e decorativos identificados, possibilitaram a interpretação das diferentes partes orgânicas do teatro e a elaboração de uma primeira proposta de reconstituição arquitectónica do edifício.
"Braga passa, assim, a dispor de dois edifícios públicos, as termas e o teatro, que foram construídos simultaneamente, e datados do início do século II", e que poderão ser convertidos em parque arqueológico nacional. Com metade da estrutura escavada, falta agora a parte mais difícil torná-la visitável. "Um programa de escavação integral só se justifica se for pensado também o seu restauro e a utilização pública do mesmo. Mas, para isso, é preciso financiamento". Manuela Martins adianta que "esta é uma decisão política e são os organismos públicos que têm que decidir o que querem fazer do teatro, mas eu acho que Braga merece que se faça a escavação integral".
A professora universitária vai mais longe "A conservação e o restauro do teatro romano colocarão Braga na rota dos investigadores estrangeiros e será um chamariz muito importante para trazer turistas à cidade".
Mesquita Machado mostrou "total abertura" para terminar as escavações que permitam abrir o novo achado arqueológico à população "Vamos estudar a possibilidade de incluirmos o teatro no próximo Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) cujas candidaturas arrancam já em Outubro". A decisão que vier, depois, a ser tomada irá ser crucial para o futuro: "Ou ficamos com o que está e pensamos na sua sinalização ou avançamos para a segunda parte das escavações e ficamos como uma referência europeia na arqueologia", acrescentou, por sua vez, a responsável principal pelos trabalhos, Manuela Martins, lembrando que "já há um teatro romano em Lisboa, mas que têm problemas que este não tem. Fonte Jn
30-04-08
Caldas de Taipas (*) querem novo furo geotérmico para poupar energia
A cooperativa que gere as Termas das Taipas quer avançar com a construção de um furo geotérmico que permita obter ganhos energéticos através da água sulfurosa. Já durante este ano, a Taipas-Turitermas vai executar um furo de prospecção para determinar a viabilidade do projecto. "Antes de pensarmos executar o furo geotérmico com 50 metros de profundidade, contamos fazer, este ano, um primeiro furo que será um teste prévio". diz José Luís Oliveira, administrador-delegado da Taipas-Turitermas.
"Consultamos várias empresas para saber se o projecto tem viabilidade ou não, mas nenhum técnico especialista nos consegue dar certezas sobre se vamos encontrar água termal a 50 metros de profundidade à temperatura que se deseja", afirma.
A execução do projecto poderá ascender a cerca de 150 mil euros, mas a economia energética que se espera obter garante o retorno do investimento. Conseguir captar água termal a 50 graus Celsius "permitiria dar um salto qualitativo nas Termas das Taipas", garante.
"Não só deixávamos de ter custos com o aquecimento do edifício termal, porque passaria a ser feito com a energia e a temperatura vinda desse furo, como também encontrávamos mais água termal, o que permitiria prolongar por muito mais anos os recursos naturais de que dependemos", justificou o mesmo responsável.
A aposta neste projecto para aproveitamento energético não é o único em que a cooperativa está envolvida. Simultaneamente, está a ser preparada uma candidatura a fundos do QREN - Quadro de Referência Estratégia Nacional, que poderá abranger outras estâncias termais, nomeadamente a vizinha Vizela.
Segundo o JN apurou, o projecto está ainda a ser definido, mas deverá passar por uma ideia que a Taipas-Turitermas vem perseguindo há vários anos, relacionada com a construção de um SPA (Saúde pela Água) e outros serviços em prol da qualidade e do bem-estar. Intenção que ganha maior sentido de oportunidade por força da entrada em funcionamento do Ave Park - Parque de Ciência e Tecnologia das Taipas.
Obrigado Liliana pela informação.
27-04-08
PENELA-Pedra da Ferida (*) foi requalificada No dia 22 de Março, Dia Internacional da Água, foi inaugurado o percurso pedestre da Pedra da Ferida em Espinhal - Penela. Apesar do tempo pouco convidativo, foram mais de uma centena as pessoas a levantarem-se bem cedo para fazer a caminhada e conhecer as intervenções efectuadas. Apesar da chuva que se fez sentir durante o percurso, os caminheiros eram mais de cem, que sem desistências acompanharam a comitiva encabeçada pelo Presidente da Câmara Municipal de Penela, Paulo Júlio, e de que faziam parte o vereador António Alves, assim como Pedro Machado, dirigente máximo da Região de Turismo do Centro, o Presidente da Junta de Freguesia do Espinhal, Jorge Pereira, e Mário Nunes, vereador em Coimbra, mas com origens na freguesia. Intervenção sem desvirtuar Germanelo requalificado Maria João Tomás/MM |
Penela Castelo medieval de Germanelo (*) remodelado
A Câmara Municipal de Penela inaugurou ontem a obra de requalificação paisagística do antigo castelo medieval do Germanelo, mandado construir por D. Afonso Henriques, que ainda este Verão será transformado num centro de actividade arqueológica.
Paulo Júlio, presidente da Câmara de Penela, explicou que a intervenção incidiu na "recuperação de caminhos pedonais, construção de um parque de lazer e sinalética com descrições históricas e da fauna e flora do local e uma varanda junto à muralha, que é o ponto de maior interesse turístico, a partir do qual se tem uma vista fantástica".
Do alto do Germanelo, o olhar estende-se pelo vale do Rabaçal, onde existem as ruínas da vila romana e o Espaço Museu, obtendo-se uma "paisagem fantástica", nas palavras do autarca social-democrata. Com esta intervenção, a Autarquia fecha um circuito turístico com seis pontos de interesse, que integra os castelos medievais de Penela e do Germanelo, a vila romana do Rabaçal, a praia fluvial da Louçainha, a cascata da Pedra da Ferida e o Centro de Interpretação do Sistema Espeleológico do Dueça.
As obras, orçadas em cerca de 123 mil euros, foram financiadas pelo III Quadro Comunitário de Apoio. O castelo, propriedade do falecido professor da Universidade de Coimbra Salvador Dias Arnaut, natural de Penela, será gerido nos próximos 20 anos pela Câmara Municipal, ao abrigo de um protocolo de cedência assinado com os descendentes do proprietário.
23-03-08
Guarda investe um milhão de euros para requalificar o ponto mais alto da cidade- Torre de Menagem (*)
Câmara quer fazer da Torre de Menagem uma espécie de sala de visitas da cidade para turistas. Projecto é co-financiado pelo Programa Operacional da Cultura.
A Câmara da Guarda está a proceder à requalificação do ponto mais alto da cidade, para transformar a Torre de Menagem na futura "sala de visitas" para turistas. Segundo a vereadora do pelouro do Turismo, Lurdes Saavedra, a intervenção, que deverá estar concluída em Setembro deste ano, envolve um investimento de cerca de um milhão de euros.
O projecto de requalificação paisagística e arquitectónica do ponto mais alto da Guarda - a Torre de Menagem está edificada a 1056 metros de altitude - é co-financiado pela União Europeia através do Programa Operacional da Cultura, adiantou a autarca. A intervenção, realizada no âmbito da candidatura Patrimonium - Estudo e Valorização do Património da Guarda, envolve as áreas da cultura e do turismo e, para além da Torre de Menagem, contempla intervenções nos sítios arqueológicos do Mileu, Jarmelo e Tintinolho, no mesmo concelho.
Lurdes Saavedra explicou que, com a intervenção em curso, a câmara tenciona requalificar uma zona que necessitava de atenção e, ao mesmo tempo, "alargar o âmbito do centro histórico" da Guarda, pois outrora a Torre de Menagem encontrava-se integrada na Alcáçova [estrutura militar] da cidade.
Naquele local está a ser construído um centro de recepção de visitantes, que, segundo a vereadora, "funcionará como ponto de partida para uma visita a todo o concelho".
"O que vamos ter aqui é a ligação aos sítios arqueológicos do concelho, por isso a necessidade de construir um edifício novo", referiu. De acordo com Lurdes Saavedra, com a intervenção "pretende-se não só fixar a visita na cidade, como levar as pessoas a visitar os sítios históricos do concelho".
No futuro centro de recepção, os visitantes poderão visualizar uma exposição permanente dos sítios e referências ao património histórico, cultural e natural do concelho, apontou. Para além de uma zona para acolhimento dos turistas, o novo edifício também terá uma sala de exposição com vitrinas interactivas. Os três pisos do interior da Torre de Menagem também serão intervencionados.
No piso térreo, será criado um pequeno auditório, onde será projectado um filme que fará a evolução da malha urbana da Guarda, "ao longo dos mais de oito séculos de história", disse a vereadora, acrescentando que, no primeiro andar, irá ser feita a apresentação do foral da cidade através de um sistema de projecção contendo duas versões: um registo adequado a adultos e uma versão em banda desenhada para melhor compreensão do público mais jovem. Está prevista também a abertura do terraço da cobertura do edifício histórico ao público em geral, "para fruição da magnífica paisagem da cidade e de toda a região envolvente".
A área circundante da Torre de Menagem também está a ser intervencionada no âmbito do mesmo projecto. O projecto de recuperação do recinto é da autoria da arquitecta Margarida Carvalho, que garantiu que está a ser realizada "uma intervenção muito minimalista, de forma a não ferir muito o monumento". Será criada "uma rede de percursos na paisagem" com miradouros, zonas de estadia, contemplação e repouso. "A rede de percursos [com cerca de três quilómetros de extensão] estende-se a toda a área da intervenção", assinalou a arquitecta. Lusa
Escavações revelam passado de Vilar Maior (Sabugal) (*)
Prospecções arqueológicas já efectuadas junto às ruínas da Igreja de Nossa Senhora do Castelo e no adro da Igreja Matriz revelaram estruturas e materiais de grande importância sobre o passado daquela aldeia do concelho do Sabugal.
Nas prospecções que decorrem desde Dezembro em Vilar Maior foram encontradas, segundo Marcos Osório, arqueólogo da Câmara Municipal do Sabugal, moedas, centenas de pedaços de cerâmica, artefactos líticos, sepulturas escavadas na rocha e vestígios de habitat de comunidades da Idade do Bronze e do Ferro.
Dada a importância histórica de alguns pontos da aldeia, as escavações estão a ser feitas “antes da entrada das máquinas”, situação que, segundo o arqueólogo, salvaguarda a destruição dos vestígios existentes no subsolo.
Indicou que o acompanhamento arqueológico está a ser efectuado em permanência por um arqueólogo contratado pela autarquia do Sabugal.
O especialista disse à Lusa que as escavações já efectuadas junto às ruínas da Igreja de Nossa Senhora do Castelo e no adro da Igreja Matriz “revelaram estruturas e materiais de grande importância”.
Vão seguir-se intervenções na zona da antiga Judiaria, no Largo do Castelo, às portas da antiga muralha e, também, junto ao painel de gravuras rupestres pré-históricas de Vilar Maior.
Adiantou que foi feita uma escavação nos alicerces das ruínas da Igreja de Nossa Senhora do Castelo e outras nas proximidades, que permitiram “encontrar duas sepulturas escavadas na rocha, e também dois ceitis (moedas) de D. Manuel e D. Afonso III”.
No largo do Pelourinho “recolhemos também grande quantidade de cerâmica medieval que, juntamente com um dinheiro (moeda) de D. Dinis, encontrado no adro da Igreja Matriz, propiciam alguns testemunhos do desenvolvimento económico e político desta aldeia durante o reinado deste monarca, após o Tratado de Alcanizes”, disse.
“Os achados que estão a suscitar maior curiosidade são os materiais proto-históricos que têm sido encontrados quer nas valas, quer nas sondagens realizados no adro da Igreja Matriz”, considerou.
Segundo Marcos Osório “não foi encontrado nenhum enterramento nessa área”, mas os arqueólogos encontraram, “logo a meio metro de profundidade, vestígios de habitat de indivíduos contemporâneos da espada de bronze e das gravuras rupestres já conhecidas”, ou seja, de comunidades das Idades do Bronze e do Ferro.
Nesse local foram descobertos diversos vestígios, nomeadamente mós de vaivém, um machado de pedra, um pendente de colar, ossos de animais e muita cerâmica característica do período cronológico compreendido entre 1.300 a.C. e 500 a.C., que poderá estar associada a uma lareira de uma casa proto-histórica, descreveu.
Sede de concelho até 1855
A aldeia de Vilar Maior, que dista cerca de 22 quilómetros do Sabugal, foi vila e sede de concelho até 1855. O castelo, a Igreja de Santa Maria do Castelo, a Igreja Matriz, a ponte medieval sobre o Rio Cesarão e o Pelourinho são alguns dos monumentos existentes na localidade. Fonte JN
20-03-08
Património: Grutas do Escoural (Montemor Novo) (***) reabrem em Abril
Montemor-o-Novo, Évora, 19 Mar (Lusa) - Dezenas de populares concentraram-se hoje, em Santiago do Escoural, em protesto contra o encerramento das grutas da localidade, no concelho de Montemor-o-Novo, mas a tutela já garantiu a reabertura do monumento no mês de Abril.
No protesto, realizado na principal praça da povoação, por iniciativa da junta de freguesia local, a população exigiu a reabertura do centro interpretativo e das Grutas do Escoural, classificada como Monumento Nacional e encerrada desde Abril de 2007.
No entanto, o Director Regional de Cultura do Alentejo, José Nascimento, garantiu hoje à agência Lusa ter já chegado a um acordo com o município de Montemor-o-Novo para a reabertura das grutas no decorrer do mês de Abril.
"Em função da cooperação com o município, estamos a pensar reabrir as grutas em Abril", afirmou o responsável regional do Ministério da Cultura, escusando-se a adiantar mais pormenores sobre o acordo.
As grutas e o respectivo centro interpretativo estão fechados desde Abril do ano passado devido à falta de pessoal e à necessidade de manutenção dos equipamentos.
Lusa
Na rota das 24 aldeias do xisto da Região Centro
Os 450 mil visitantes que, segundo uma estimativa da Associação Pinus Verde, responsável pela promoção turística da rede de Aldeias de Xisto, visitaram as 23 aldeias do Pinhal Interior em 2006 (em 2007 a rede passou para 24 aldeias, com a inclusão do Coentral, no concelho de Castanheira de Pera) provam que os 11 milhões de euros investidos na requalificação física das aldeias, no âmbito do Programa Operacional da Região Centro, cumprem o objectivo principal de, para além da melhoria de qualidade de vida dos residentes, as tornar num destino turístico que abrange 14 municípios.
Da Lousã a Vila Velha de Ródão, por entre serranias de pinheiros, eucaliptos ou carvalhos, o castanho do xisto aparece, inusitado, e recorta a paisagem verde, mostrando uma arquitectura, de ruas estreitas e íngremes, de casas coladas e construídas de forma irregular, de portas sempre abertas.
Mas não é só a arquitectura que atrai os forasteirosas tradições vão-se preservando e, com o projecto de afirmação desta marca como destino turístico - este ano já à venda na Alemanha-, vão sendo reconstituídas, sejam o grimpo do ouro, em Foz Cobrão, o Entrudo, por terras de Góis, ou os neveiros da Lousã. E as pessoas, como as portas de casa, estão abertas a quem chega, dispostas a recordar histórias de outros tempos e a partilhar a vivência, dura, da serra. Em Gondramaz, concelho de Miranda do Corvo, Maria Brandão, que apanha o último sol de uma tarde de Março, espelha, com o seu à-vontade, a hospitalidade da terra. É que "por aqui já passa muita gente. Do Brasil, de Lisboa, de todos os lados. E a gente gosta que venham", afirma, explicando que é no Verão que aos 10 habitantes de Gondramaz se juntam os muitos forasteiros.
Também Carlos Rodrigues, especialista da escultura de pedra xistosa, gosta de receber, no seu "ninho de arte", quem vem de fora e aprecia a sua obra. Nos "vinte e muitos anos de Gondramaz" viu a terra mudar, de uma ponta à outra. "Antes era só buracos por aí, agora até já temos saneamento e já andam a construir um restaurante", sublinha, orgulhoso do "valor" dado às aldeias.
Para Bruno Ramos, da Associação Pinus Verde, o sucesso do destino Aldeias do Xisto assenta sobretudo "na genuinidade dos 24 núcleos". "O perfil do visitante nacional aponta para pessoas de nível socio-cultural médio, médio-alto, que procura as tradições verdadeiras, que se preocupa com a conservação do património e do ambiente", refere, acrescentando também que já é de algum relevo o turista que, a par da calmia da serra, procura alguma adrenalina com as inúmeras possibilidades de desporto ao ar livre, do rafting, aproveitando os cursos de água, à escalada.
O técnico sublinha que já se denota "apetência do mercado estrangeiro pelos produtos à venda, nomeadamente na Alemanha, onde foram publicitados, este ano, dois produtos turísticos, e garante que este é mesmo o caminho que a Pinus Verde pretende trilhar em 2008. Até agora, a associação, quando contactada pelo visitante, dá informação, encaminha, sugere, desde o alojamento à gastronomia, até traça propostas adaptadas ao que cada grupo pretende. Mas o próximo passo será a formatação de " pacotes tipo chave na mão".
Pinus Verde Casa Redonda, Bogas de Cima 6230-140 Fundão Tel. 275 647 342 Fax: 275 647 343 E-mail: pinusverde@pinusverde.pt
Fonte JN
07-03-08
Fotografia retirada do site viajar.clix.pt
Livaria Lello (IIP)(Porto) (*)
Jornal The Guardian chama 'divina'; à casa livreira do Porto
A centenária Livraria Lello, no Porto, é considerada a terceira mais bela do mundo pelo The Guardian. O jornal inglês chama-lhe "divina", mas quem aparece no topo da lista é uma antiga igreja de Maastricht, Holanda, transformada na casa dos livros.
"É um motivo de orgulho para os portugueses, e aumenta as nossas responsabilidades", diz Antero Braga, proprietário da Lello, depois de saber que a sua livraria é uma referência a nível mundial. No entanto, o terceiro lugar sabe a pouco: construída de raiz, refere, não conhece nenhuma tão bonita.
Das muitas casas livreiras que conhece, Antero Braga destaca duas que se aproximam da "divina" Lello. El Ateneo, em Buenos Aires - que The Guardian põe em segundo lugar -, e a Rizzoli, em Nova Iorque. A livraria argentina, contudo, "é um antigo teatro" agora habitado pelos livros, e a Rizzoli, instalada num edifício de arte nova, "é mais pequena" do que a livraria da Rua das Carmelitas, frente à Torre dos Clérigos.
Fundada em 1906, com a presença no dia de abertura de, entre outros, Guerra Junqueiro, José Leite de Vasconcelos e Afonso Costa, a Livraria Lello, que se estende por dois andares, mantém a traça original. O edifício, projectado por Xavier Esteves, foi construído de raiz em estilo neogótico. Surpreende, a quem ali entra, a escadaria circular, as enormes estantes iluminadas pela suave luz da clarabóia. Pelas estantes e bancas existem cerca de "120 mil títulos diferentes". E em várias línguas, sublinha Antero Braga, porque parte substancial dos clientes da casa chega do estrangeiro.
A pensar nos turistas, que têm a Lello como lugar de passagem no roteiro do Porto, "temos obras traduzidas, em várias línguas, de escritores portugueses". Ao contrário das outras casas, ainda graças ao público internacional, a Lello não apresenta quebra de vendas durante os meses de Verão.
É com pequenos pormenores, diz Antero Braga, que uma livraria tradicional resiste à concorrência das grandes superfícies e dos grandes grupos livreiros. "Temos clientes em Lisboa, no Algarve, Brasil, etc., porque aqui encontram sempre a obra" que procuram. "Nunca dizemos que o livro está esgotado, não há de momento - mas o cliente tê-lo-á nas mãos dentro de dias."
O Vale do Douro é um dos 200 candidatos no concurso mundial das Sete Novas Maravilhas da Natureza
A primeira fase de votação começou oficialmente há alguns dias, na Internet, numa organização da "New Seven Wonders Foundation" e na sequência da campanha "Sete Novas Maravilhas do Mundo", na qual participaram mais de 100 milhões de pessoas de todo o Mundo.
Dentro de um ano, serão conhecidos os 21 finalistas e o Douro tem de atingir um patamar mínimo de um milhão de votos para passar à segunda fase, "convencendo", ainda, um painel de especialistas, presidido por Federico Mayor, antigo director-geral da UNESCO. O resultado final só será conhecido em 2010, numa cerimónia a realizar nos Emirados Árabes Unidos. Nos próximos dias, serão lançadas várias iniciativas de promoção que começaram pela inauguração de um painel de 16 metros de comprimento colocado na margem sul do rio, no cais de Lamego.
A apresentação da candidatura decorreu, ontem, na cidade de Peso da Régua, tendo como principal promotor a Associação de Empresários Turísticos do Douro e Trás-os-Montes (AETUR) e os apoios do Governo Civil de Vila Real e da Estrutura de Missão do Douro, entre outros. A elaboração do documento de candidatura esteve a cargo do professor Gaspar Martins Pereira, que destacou o que muitos consideram "uma construção monumental resultante da acção conjugada do Homem e da Natureza", prosseguindo o conceito de "paisagem cultural evolutiva e viva". Carlos Sousa, presidente da AETUR, referiu que "esta candidatura é dos residentes e de todos os portugueses espalhados pelo Mundo, e ainda de todos os que sendo de outros países se deixaram tocar por tudo aquilo que aqui temos e que, lembrando Torga, diria de único e maravilhoso".
António Martinho, governador civil de Vila Real, lembrou que "esta candidatura irá reforçar a imagem do Douro nos roteiros turísticos internacionais" e apelou ao envolvimento de todos Estado, entidades públicas e privadas".
O Alto Douro Vinhateiro foi classificado como Património Mundial da Humanidade, pela UNESCO, em Dezembro de 2001. A votação para as Sete Maravilhas da Natureza pode ser feita em www.new7wonders.com ou em www.welcomedouro.com.
22-02-08
Parque Gerês (****)/Xurês candidato reserva biosfera UNESCO
Os governos português e espanhol estão a ultimar uma candidatura comum a reserva da bioesfera da UNESCO do Parque Internacional Luso-Galaico Gerês/Xurés, disse, hoje, em Braga, o ministro do Ambiente.
Em declarações à agência Lusa, Nunes Correia disse que o tema está em cima da mesa na Cimeira Ibérica, que decorre em Braga, adiantando que a candidatura será entregue em Abril, em Paris.
O Parque Transfronteiriço Internacional de Gerês/Xurés foi criado em 1997, entre o Parque Nacional da Peneda-Gerês e do Xurês/Baixo Límia, na Galiza, Espanha, «para fomentar o estabelecimento de normas e medidas similares ou complementares para a defesa, preservação, e conservação dos valores naturais de ambos os parques».
O governante salientou que o trabalho preparatório está a ser feito por uma comissão mista criada, em 2007, em Terras de Bouro, sublinhando que «a versão final terá de ter o aval técnico-político dos governos dos dois países».
A comissão engloba técnicos do Governo da Xunta da Galiza, representantes dos municípios da zona, dos dois parques naturias e da CCDRN, Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte.
Assinalou que a candidatura aproveita, também, o trabalho conjunto desenvolvido, na última década, pelos técnicos dos dois parques, o Nacional da Peneda-Gerês, em Portugal e o Natural da Baixa Limia/Serra do Xurés.
Frisou que, entre outros aspectos, o projecto baseia-se no património biogenético e na recriação de trilhos antigos, nomeadamente os da Geira, a antiga estrada romana que ligava Braga e Astorga.
O Parque Internacional Gerês/Xurês actua especialmente nas zonas definidas pelos Planos de Ordenamento, como sendo de «Ambiente Natural» e «Reserva» ou «Protecção Especial», na linha da fronteira.
Promove projectos e acções conjuntas de cooperação e intercâmbio de técnicos, populações rurais e escolares dos dois territórios, bem como o uso público e o turismo ecológico com oferta comum das infra-estruturas existentes em ambos os parques apresentando ao visitante uma visão global do espaço protegido.
As duas estruturas fomentam, nas áreas declaradas como protegidas, políticas de desenvolvimento social, económico e cultural que desenvolvam e preservem os valores pratimoniais respectivos.
Para além da candidatura luso-espanhola à UNESCO, o município de Terras de Bouro, em parceria com municípios galegos, vai apresentar uma candidatura da antiga estrada romana, a Geira, a património europeu, logo que a União Europeia (EU) institua o galardão. O projecto envolve a cooperação das universidades do Minho e de Santiago de Compostela, os municípios de Amares e Lugo (Galiza) e os parques, Nacional da Peneda-Gerês e do Xurês Baixo Límia.
A Geira, a via que ligava Braga (Bracara Augusta) a Astorga (Asturica Augusta), na Galiza, atravessava o concelho de Terras de Bouro em 30 quilómetros, depois de passagens por Braga, Póvoa de Lanhoso, Amares e Vieira do Minho.
Diário Digital / Lusa
Governo apresenta planos para revitalizar Mata do Bussaco(***)
O secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas, Rui Gonçalves, preside hoje, no Hotel Palace do Bussaco, à apresentação dos “Planos de Recuperação e Ordenamento da Mata do Bussaco”, projecto que visa uma intervenção em diversos níveis.
De acordo com uma nota do gabinete do ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, trata-se de um espaço com «valor ímpar na história patrimonial e cultural do país», assumindo que, perante a perda de vitalidade, necessita de «infra-estruturas, de planeamento de actividades de recreio, de espaços de investigação científica e sinalização para o visitante se orientar».
Assim, prossegue o comunicado, «o Governo decidiu apostar na revitalização da Mata Nacional do Bussaco, equipando-a com os instrumentos físicos necessários, de forma a devolver-lhe o seu esplendor», num investimento orçado em 1,3 milhões de euros. A cerimónia de hoje inicia-se às 10h00 com Francisco Rego, da Direcção-Geral dos Recursos Florestais, a debruçar-se sobre as acções em curso no Bussaco, seguido de Nuno Lecoq, arquitecto da DGRF, que fará um ponto da situação do plano de ordenamento e gestão da mata.
Carlos Fonseca, biólogo da Universidade de Aveiro, abordará temáticas como a recuperação de edifícios, fauna e flora, fazendo também um ponto de situação no planeamento. Por sua vez, Sérgio Correia, engenheiro da DGRF, falará do projecto de prevenção estrutural do perímetro florestal do Bussaco.
Ainda antes do encerramento, a cargo do secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas, Rui Gonçalves, realiza-se uma visita de campo onde será possível assistir a acções de silvicultura preventiva, por parte da brigada de sapadores florestais.
17-02-08
Sé de Silves (**) em risco
A falta de verbas para recuperar a Sé de Silves, cujo tecto ameaça ruir, pondo em risco a segurança de turistas e devotos, está a impedir a realização de cerimónias e a gerar revolta na comunidade.
A catedral, de estilo gótico, uma das mais antigas no Algarve e a única a ser construída de raiz com esse fim, começou a dar sinais de degradação acentuada há dois anos, quando uma trave de madeira caiu em plena missa.
Desde então que o padre Carlos Aquino se tem desdobrado em contactos para se avançar com obras na igreja, mas, apesar do Ministério da Cultura lhe ter chegado a assegurar que já havia verba, nada foi feito.
Quem entra na Sé de Silves, que já foi sede do Episcopado do Algarve, depara-se com faixas de protecção na área coberta pelo tecto de madeira - mais de metade da catedral -, ali colocadas para evitar acidentes. O único local "livre de perigo" é o presbitério, um corredor lateral cuja cobertura é de pedra e não de madeira, pois, segundo Carlos Aquino, o principal problema é o mau estado do tecto de madeira, que apodreceu e ameaça ruir, caso não haja uma intervenção urgente.
A igreja só não está praticamente inutilizada porque o pároco decidiu abrir a área de acesso condicionado aos fins-de-semana para celebrar missas, por "necessidades pastorais", diz e "assumindo a responsabilidade".
"Estamos num verdadeiro impasse", desabafou o pároco à agência Lusa, afirmando-se "cansado" e dizendo temer que a recente substituição da ministra da tutela "ainda atrase mais o processo".
O Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) de Faro chegou a elaborar, em 2006, um relatório que apontava para a necessidade de uma intervenção urgente na catedral e estimava em 370 mil euros os custos das obras, segundo fonte da Câmara local.
Contudo, até agora, não há qualquer tipo de intervenção quer em curso, quer prevista, apesar dos esforços da autarquia, do padre e da própria comunidade, que já se uniu para angariar dinheiro para a recuperação.
Património: Especialistas em fortificações reúnem em Elvas (***)
Especialistas em fortificações abaluartadas vão reunir-se no fim-de-semana em Elvas, numa cimeira internacional para reforçar a candidatura das fortificações raianas a Património Mundial, pela UNESCO, disse hoje à agência Lusa fonte do município.
De acordo com a mesma fonte, as fortificações abaluartadas da zona fronteiriça de Portugal e Espanha vão candidatar-se a Património Mundial, pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), num processo liderado pelo município alentejano de Elvas.
A cimeira internacional de especialistas, que decorre sábado e domingo, é organizada pela Câmara Municipal de Elvas, em colaboração com o Centro de História da Universidade de Lisboa.
Segundo a autarquia, cerca de 20 técnicos e estudiosos de diferentes países vão estar em Elvas durante dois dias para «tomar o pulso ao património monumental» da cidade, numa acção que se integra na candidatura das fortificações de Elvas a Património Mundial.
O programa da iniciativa, cuja sessão de abertura está marcada para sábado às 12:30, no salão nobre do município, inclui várias reuniões de trabalho e visitas às fortificações da cidade.
A vereadora da Câmara de Elvas Elsa Grilo explicou à agência Lusa que existe consenso entre os responsáveis portugueses e espanhóis envolvidos no processo de candidatura a Património Mundial no sentido de ser o concelho alentejano a liderar a candidatura.
As fortificações abaluartadas de Elvas, o maior conjunto no mundo, segundo a autarca, foram incluídas em 2004 na lista indicativa de locais com potencial para serem candidatos a Património Mundial.
Visto que a UNESCO privilegia as candidaturas transnacionais, explicou Elsa Grilo, «a autarquia de Elvas decidiu alterar a sua estratégia».
«Após constatarmos que Espanha tinha na sua lista indicativa uma candidatura nesse âmbito na zona de fronteira da Extremadura espanhola, considerámos que não fazia sentido haver duas candidaturas e passámos, então, a considerar a possibilidade da sua convergência, seguindo o que a UNESCO propõe», disse.
A proposta de Elvas liderar uma candidatura em série, envolvendo municípios fronteiriços de Portugal e Espanha, surgiu numa reunião na cidade alentejana, em que participaram responsáveis do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS) de Portugal e Espanha.
Os participantes na reunião concluíram que Elvas deveria liderar a candidatura, pela dimensão do seu conjunto fortificado, pelo estado avançado do seu processo de candidatura e pelas condições que reúne.
As conclusões daquela reunião foram comunicadas às entidades competentes para decidir nesta matéria, a Comissão Nacional da UNESCO, em Portugal, e a Direcção-Geral de Protecção do Património, em Espanha.
De acordo com a vereadora do município de Elvas, a Comissão Nacional da UNESCO já deu parecer favorável a uma candidatura transnacional, em série.
Elsa Grilo explicou ainda que compete agora às entidades portuguesas e espanholas com tutela na área do património indicarem as outras fortificações abaluartadas fronteiriças entre Portugal e Espanha que devem integrar a candidatura.
O Forte de Nossa Senhora da Graça (***), obra-prima da arquitectura militar Europeia do século XVIII, construído pelo Conde de Lippe, situado nos arredores de Elvas, é um dos monumentos nacionais do concelho.
As muralhas de Elvas (*), também monumento nacional, constituem uma importante construção abaluartada do século XVII, obra-prima da arquitectura militar, que tem a forma de um polígono irregular com 12 frentes, sete baluartes e quatro meios baluartes.
Do sistema defensivo da praça de Elvas fazem parte os fortes de Santa Luzia (**) e da Graça e os fortins de São Pedro, São Mamede e São Francisco.
O Aqueduto da Amoreira (**), também monumento nacional, começou a ser construído em 1529, na sequência das cortes de Évora, em 1498, quando foi lançado o Real d´Água (imposto que custeou a obra).
A obra, integralmente construída por elvenses, foi concluída em 1622, com a água a correr na Fonte da Misericórdia.
O monumento tem 7.800 metros de comprimento e 31 metros de altura na parte mais alta, com quatro andares de arcadas.
Elvas, povoação cuja origem é anterior aos romanos e implantada num local estratégico, passou a integrar definitivamente o território de Portugal com o rei D. Sancho II, em 1229.
Zona de fronteira desde o século XII devido às vicissitudes da história foi fortemente marcada pela sua função militar, o que a torna hoje um verdadeiro museu de fortificações de várias épocas.
Elvas foi elevada a cidade por D. Manuel I em 1513.
Diário Digital / Lusa
28-01-08
Ria de Aveiro (*) junta-se a moliceiro na candidatura à UNESCO
O presidente da Região de Turismo "Rota da Luz", Pedro Silva, anunciou que vai ser proposto o alargamento à Ria e ao habitat envolvente da candidatura do Barco Moliceiro a Património da Humanidade. Em declarações à Lusa, Pedro Silva precisou que a proposta deverá ser formalmente apresentada na reunião de Outubro da comissão regional de turismo, em que têm assento representantes de 29 entidades, nomeadamente autarquias, associações de agentes de viagens, de hoteleiros e de restauração.
A proposta corresponde a uma indicação não vinculativa da UNESCO e integra o estudo a ser apresentado, que identifica as valências mais elevadas da candidatura, segundo o presidente da Rota da Luz. "O estudo aponta para uma questão nova, que é a inclusão do habitat, da Ria e das salinas, para que a candidatura seja mais forte, o que implica diálogos necessários com as autarquias locais", explicou Pedro Silva.
No mesmo sentido, o arquitecto Rui Losa, que coordena o processo e foi responsável pela candidatura do Porto a Património da Humanidade, havia defendido, aquando da apresentação do estudo prévio, que a candidatura deveria abranger a Ria de Aveiro e ser aproveitada para corrigir problemas ambientais.
Falando aos jornalistas sobre o estudo prévio para a candidatura da Ria e do barco moliceiro a património imaterial da Humanidade, Rui Losa advertiu que o processo poderá demorar anos.
"A lista indicativa nacional tem 10 bens compatíveis e cada país só pode indicar um por ano, pelo que não há que ter pressa, nem precipitações. O que há é que estudar a Ria e aproveitar esse tempo para corrigir problemas que possam prejudicar uma eventual candidatura, nomeadamente questões ambientais, de ordenamento e paisagísticas", disse.
De acordo com o coordenador, terá de ser ponderada a qualidade da Ria "como paisagem cultural evolutiva e viva, considerando a sua complexidade e as múltiplas actividades ligadas à Ria, como o sal, a agricultura e a própria indústria". A candidatura, uma vez definido o seu âmbito, será depois apresentada à Comissão Nacional da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).
26-12-07
Dólmenes de Oliveira do Hospital recuperados para turismo
Liliana Lopes
Os trabalhos têm cerca de um mês, mas dentro de meio ano a equipa de arqueólogos da "Arqueohoje" dará por concluída a recuperação dos quatro monumentos dolménicos existentes no concelho de Oliveira do Hospital. O projecto é da Câmara, que pretende pôr em marcha a definição de roteiros turísticos com vista à promoção daqueles espaços. O dólmen da Arcainha, em Seixo da Beira, é o primeiro a ser intervencionado. Seguir-se-ão os dólmenes de Fiais da Beira, Sobreda e Bobadela.
Vulgarmente apelidados de antas, os dólmenes são monumentos com expressão considerável em território português. Segundo o arqueólogo responsável pela equipa de trabalho em actividade em Oliveira do Hospital, Paulo Perpétuo, está em causa "um fenómeno que apareceu em toda a Europa". "Existem milhares de monumentos do género espalhados de Norte a Sul do país", explicou o arqueólogo, esclarecendo que enquanto monumentos de enterramento colectivo, terão tido um primeiro momento de utilização, na fase final do neolítico, há perto de cinco mil anos. Contudo, os trabalhos realizados na Anta da Arcainha - escavações trouxeram à superfície cerâmicas e vasos com forma própria e decoração típica - permitem aos arqueólogos adiantar que o monumento teve uma segunda fase de ocupação, que situam entre o final da Idade do Cobre, início da Idade do Bronze.
As Antas predominam nas regiões da Beira Alta, Alentejo e Norte de Portugal e o concelho de Oliveira do Hospital é um dos que apresenta o maior número de vestígios dolménicos. "É um concelho rico nesta área", referiu Paulo Perpétuo, lamentando, no entanto, que no caso concreto da Anta da Arcainha sejam visíveis sinais de revolvimento. E há também os exemplos concretos das Antas da Sobreda e de Bobadela, onde já não existem as lajes de cobertura.
O dólmen da Arcainha é, segundo Paulo Perpétuo, o que "está num estado de ruína mais avançado" e aquele que, por consequência, implicará "mais trabalho de escavação, restauro e consolidação". "Estamos perante um monumento extremamente violado e revolvido sem níveis intactos praticamente preservados", sublinhou o responsável pelos trabalhos, explicando que a "amálgama de pedra pequena" visível na zona de entrada para o dólmen "é fruto de uma destruição contínua em várias fases". Perpétuo acredita terem-se tratado de escavações sem objectivos científicos, mas antes escavações "à procura do objecto, do vaso ou da ponta de seta".
O trabalho levado a cabo pela Arqueohoje cumpre uma metodologia estratigráfica, que implica escavação camada a camada. "Tentamos perceber cada camada dentro do seu contexto integrado de todo o monumento", explicou o especialista em arqueologia, notando que cada passo ficará registado em fotografia. Junto a cada um dos dólmenes será colocado um painel informativo, que permitirá a qualquer visitante tomar conhecimento do que está a apreciar. Fonte JN 22-12-2007












