18-06-06
Algumas recomendações para o desenvolvimento do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo
-Estudar, classificar e colocar ao serviço do Turismo as ruínas da povoação do castelo de Monforte e da aldeia do Colmeal.
- Requalificar a Albergaria dos peregrinos de Santiago de Compostela em Escarigo.
-Requalificar e difundir o caminho medieval de Santiago de Compostela (o mais belo em Portugal e tão ignorado).
-Classificar o nicho e a albergaria no caminho de Santiago de Compostela em Escarigo, a Igreja de Almofala e o Santo André das Arribas (*).
-Remover o menír dos Ataúdes para um local mais protegido; colocá-lo mesmo na sede de freguesia em local de destaque e devidamente protegido.
- Homenagear Agostinho da Silva em Barca de Alva (*), com a elaboração de uma consequente estátua.
-Reabrir a linha férrea do Douro entre o Pocinho e Barca de Alva unindo-se a Espanha.
-Expandir a agricultura, uma vez que ao contrário dos concelhos vizinhos, os seus terrenos no planalto de Vilar Torpim-Vermiosa-Escarigo- Mata de Lobos-Escalhão, são muito férteis.
-Colocar um parque eólico na cumeada de Serra da Marofa.
- Em conjunto com outros concelhos da bacia hidrográfica do Côa criarem-se lojas nos principais centros urbanos da península Ibérica (Lisboa, Porto, Madrid, Valhadolid...) para divulgar as riquezas da região.
26-03-06
Mosteiro de Santa Maria de Aguiar (Figueira de Castelo Rodrigo (MN) (*)
No início o mosteiro terá sido beneditino e posteriormente pertenceu à ordem de Cister. Os monges desta Ordem foram aqui instalados pela grande fecundidade dos terrenos em redor; amigos como são da vida espiritual, da sabedoria mas também da actividade agrícola.
Este convento pertenceu ao bispado de Ciudad Rodrigo, tendo passado para a filiação do mosteiro cisterciense de São João de Tarouca aquando da integração das terras de Riba-Côa no território português. Foi sem dúvida o centro principal do desenvolvimento agrícola, cultural e religioso da região. Foi bastante devastado quer nas invasões francesas quer na época das invasões liberais, tendo o cenóbio encerrado em 1840.
O edifico actual é ainda de uma grande pureza arquitectural, construído nos estilos de transição do românico para o gótico. O seu interior é espaçoso, mas despido e frio, sem ornamentos de distracção (à excepção do retábulo barroco). No século XVI foram realizadas algumas intervenções das quais ficaram marcas como é o caso da porta manuelina que liga o transepto à sacristia.
No século XVIII foi construído o monumental retábulo barroco. e colocado as armas cistercienses e do escudo na hospedaria. Esta foi transformada, durante as invasões Francesas em hospital militar pelas tropas inglesas e hoje constitui uma unidade turismo luxuosa. Deverá ter albergado os peregrinos que se dirigiam a Santiago de Compostela.
A sacristia tem um pequeno museu arqueológico onde podemos ver a Santa Maria de Aguiar, a tal da Batalha das Salgadelas.
Nele viveu e morreu em 1617 o cronista mor do reino Frei Bernardo de Brito.
O claustro já não existe, mas ainda permanecem as celas e a casa do capítulo, este de grande beleza. O viajante versado em templarismo, não pode deixar de admirar as lápides funerárias destes misteriosos cavaleiros, expostas na casa do capítulo, e interrogar-se acerca da sua origem.
Viriam do cemitério de Mata de Lobos, apenas a meia dúzia de quilómetros do Mosteiro, onde existe a Capela de Santa Marinha (IIP), que foi pertença da ordem de Cristo, herdeira da Ordem dos Templários? Segundo a tradição existiria aqui um mosteiro templário. Na capela de Santa Marinha a cachorrada é bastante interessante e apelativa aos prazeres do corpo.
O Mosteiro de Santa Maria de Aguiar é um dos monumentos mais importantes desta região.
Batalha das Salgadelas (Castelo Rodrigo)
Durava a Guerra da Restauração havia 24 anos quando Castelo Rodrigo teve oportunidade para compensar e limpar o deslustre que injustamente sofria desde 1580 pela infâmia de seu filho e governador - Cristóvão de Moura.
Entre incursões fronteiriças, escaramuças e saques mais ou menos importantes em que a guerra então se alongava, o duque de Ossuna cercou Castelo Rodrigo com 5000 homens e 95 peças de artilharia em Julho de 1664. Defendiam o castelo escassos 150 homens a bater-se como feras, mas incapazes de sustentar o assédio por muitos dias.
O general da Província, o aventureiro Pedro Jacques de Magalhães, estripado em algumas partes do corpo pelas muitas campanhas bélicas em que participou, conduzia a luta raiana a partir de Almeida e, ao saber do ataque logo marchou com cerca de 3000 soldados.
A Batalha das Salgadelas decorreu a sete de Julho de 1644. Quando chegaram à sorrelfa, deu ordens secretas para os de Castelo Rodrigo investirem com os seus 150 homens (??) sobre os inimigos. O duque de Ossuna achou prudente retirarem-se para a Salgadela (Mata dos Lobos) onde foram atacados de supresa por Pedro de Magalhães desbaratando os sitiantes. Ossuna e Dom João da Austria, que viera auxilia-lo – dizem que se vestiram cobardemente de frades no Mosteiro de Aguiar e fugiram para Espanha com os restos da infantaria. Foram feitos muitos cativos e tomou-se a artilharia espanhola. O número de invasores perecidos ultrapassou o milhar.
Salgadela é o nome dado ao campo da batalha, à vista das muralhas de Castelo Rodrigo e situa-se a 2 km de Mata de Lobos. Aqui foi erguida, logo a seguir à batalha, a Cruz de Pedro Jacques, em memorial do sucedido. Está classificada como Monumento Nacional. Os portugueses cépticos em relação à nossa independência, deveriam conhecer este local e virem aqui a sete de Julho.
Associada a esta vitória, reza a lenda que durante a batalha, os soldados espanhóis viram a imagem de Nossa Senhora entre os portugueses animando-os na luta e parando num açafate as balas disparadas pelo exercito inimigo, provocando o pânico entre as hostes invasoras e dando alento aos nossos heróis. Um facto é real: os frades do Mosteiro acompanharam Pedro Jacques com a imagem da Santa invocando a sua protecção. Esta lenda é semelhante à da Batalha de Campo de Ourique.
Estranha Santa esta, que na Batalha de Castelo Rodrigo, serviu para aniquilar as gentes Espanholas, tão ou mais fervorosamente cristãs do que as Portuguesas! Quem a quiser conhecer, deve dirigir-se ao Convento de Santa Maria de Aguiar.
19-03-06
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Panorama da Serra da Marofa (Figueira de Castelo Rodrigo) (*)
É um deslumbre o panorama que se avista do alto da Marofa (976m).
Avista-se praticamente toda a “Beira Transmontana”, vasta peneplaníce que vai subindo desde Barca de Alva até perto à Serra da Malcata, compelindo as linhas de água a drenarem para Norte, de encontro ao Rio Douro. Esta região também é conhecida deste tempos medievais por “Riba-Côa” ou “Raia”; e que este viajante conhece muito bem.
Mas também se avista: o amplo e indefinido Planalto Castelhano até às Serras de Gredos (Ávila e Bejár) e ao longe, em dias límpidos, aponta-se para a notável cidade de Salamanca (*****); a região agreste de Trá-os-Montes- o tal Reino Maravilhoso; e pressentem-se ainda, os profundos sulcos erosivos dos vales dos rios Douro e Côa.
O concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, para além dos seus muitos locais turísticos notáveis, tem solos de grande capacidade agrícola, ao invés dos concelhos vizinhos, e que por isso tem a obrigação de ser abonado.
Também avisto a “minha” pequena cidade histórica de Pinhel, a cidade da Guarda ou mesmo a mais elevada cordilheira portuguesa.
Muitos outros motivos de interesse jazem a nossos pés: Castelo Rodrigo (*), o Convento de Santa Maria de Aguiar (*), as ruínas do Templo Romano de Almofala (*), a Albufeira de Santa Maria de Aguiar (*)...
A platitude da região é generalizada, pontuada por alguns relevos residuais, em que se destaca de sobremaneira, esta Serra da Marofa, que o leitor, infelizmente por agora turista virtual, um dia (re)visitará. Esta crista é um relevo residual anterior à fase de aplanamento da Meseta, cuja existência ficará a dever-se principalmente à resistência dos materiais constituintes (quartzitos do Período Ordívicico, formados a partir de antigas areias de praia, posteriormente silificadas).
No cimo da Serra foi encontrada uma ara votiva dedicado a Córua- uma divindade guerreira. Estaríamos em presença de um santuário pagão?
O Espaço foi cristianizado recentemente com a construção de uma ingénua Via Sacra e da capela referida.
O topónimo Marofa é de origem árabe, e devido a sua altitude é um verdadeiro “Guia” ou “Orientador” de toda a Beira Interior. Esqueça a parafernália de antenas de áudio visuais e deslumbre-se com a paisagem e entenda a alma desta região com Orlando Ribeiro, quando este contrasta a Beira Alta com a Beira Transmontana, ambos meus lares provisórios; “...unidas e separadas por montanhas, ambas planaltos graníticos, são diferentes pela altitude, média na primeira, elevada na segunda, pelo clima, pelo tapete vegetal, pelos modos de viver e conviver das populações. Uma é rica, fértil, muito povoada, verdejante e acolhedora. A outra é pobre, fria, nua, pardacenta, pouco povoada, carrancuda e de uma tristeza comunicativa”. (Guia de Portugal-Beira Alta II de 1985).
11-03-06
Locais Notáveis de Figueira de Castelo Rodrigo
Castelo Rodrigo (Aldeia Histórica) (MN) (*)
Panorama da Serra da Marofa (*)
Capela-mor da Igreja de São Miguel, matriz de Escarigo (IIP)(*)
Ruínas Romanas de Almofala, conhecidas como o Casarão da Torre (MN) (*)
Igreja e Convento de Santa Maria de Aguiar (MN) (*)
Paisagem e vestígios arqueológicos de Santo André das Arribas (PNDI) (*)
Albufeira de Santa Maria de Aguiar (PNDI) (*)
Miradouro da Sapinha na Estrada Nacional 221 (PNDI) (*)
Paisagem em Barca de Alva (PNDI) (*)
Capela-mor da Igreja de Escalhão (IIP) (*)
Torre Medieval dos Metelos, em Freixeda de Torrão (MN) (*)
Outros locais com algum interesse turistíco
Capela Mor da Igreja de Almofala
Caminho de Santiago de Compostela (Cruzeiro do Roquilho em Almofala (IIP), Albergaria e nicho em Escarigo Igreja, Convento de Santa Maria Aguiar, Igreja de Rocamador em Castelo Rodrigo e Ponte Sobre o rio Aguiar).
Paisagem geológica com dobra quartzítica na E.N. 221, entre a Ponte do Côa e Castelo Rodrigo
Ponte Medieval no Rio Aguiar (MN)
Paisagem da Capela de Santa Bárbara (Algodres)
Paisagem no Côa entre Cidadelhe (Pinhel) e Vale Afonsinho (F. de Castelo Rodrigo)
Conjunto da povoação do Colmeal (VC)
Estátua menir da Quinta dos Ataúdes
PNDI- Parque Natural do Douro Internacional,. MN - Monumento Nacional . IIP - Imóvel de Interesse Público, VC -Imóvel de Valor Concelhio






