Portugal Notável

Valor Universal (*****) Muito Notável (***) Notável (*)

25-03-08

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Locais Notáveis do Concelho de Sintra

Paisagem Cultural de Sintra (Património Mundial da Humanidade -UNESCO) (*****)

Palácio e Parque Nacional da Pena (MN) (****)

Palácio Nacional de Sintra (MN) (***)

Castelo dos Mouros e respectiva paisagem (MN) (**)

Percursos pedestres entre o Castelo de Mouros/Parque da Pena e a Vila de Sintra (**)

Panorama da ermida de Santa Eufémia (IIP) (*)

Museu de Arte Moderna/Antigo Casino de Sintra (*)

Conjunto arquitectónico de Raul Lino (Casa do Penedo, Casa dos Ciprestes (IIP) e Casa Branca nas Azenhas do Mar) (*)

Palácio da Quinta dos Ribafria (na estrada de Lourel) (IIP) (*)

Estrada Nacional 375 até Colares-Penedo (****), que inclui:

Quinta e Palácio da Regaleira (IIP) (***)

Quinta do Relógio (IIP) (*)(em remodelação)

Palácio de Seteais (IIP) (**) (em remodelação)

Quinta da Penha Verde (MN) (**) (Não é visitável)

Parque e Palácio de Monserrate (IIP) (****)

Convento de Santa Cruz da Serra de Sintra ou dos Capuchos (IIP) (***)

Exterior a área classificada pela UNESCO:

Palácio Nacional de Queluz (MN) (***)

Museu Arqueológico e Ruínas São Miguel de Odrinhas (IIP) (**)

Meníres da Barreira-São Miguel de Odrinhas (IIP) (*)

Capela Circular de São Mamede de Janas (IIP) (*)

Quintas de Colares (*)

Panorama do Santuário Peninha ou de São Saturnino (IIP) (***)

Cabo da Roca (**)

Praia da Ursa (*)

Praia Grande (*)

Praia da Adraga (*)

Praia das Maçãs (*)

Azenhas do Mar (*)

Praia da Aguda (*)

Praia de Magoito (*)

Praia de São Julião (*)

Outros Locais com interesse turístico:

Igreja e Convento da Penha Longa (MN)

Lagoa Azul

Museu Anjos Teixeira

Quinta do Saldanha

Museu do Brinquedo

Museu Ferreira de Castro

Quinta dos Pisões

Palácio e Quinta do Ramalhão

Campo de Lápias de Negrais

Barragem Romana de Belas (IIP)

Fonte Romana de Armés

Antas de Belas (MN)

Calçada e ponte romanas e azenhas na Catribana (IIP)

Palácio da Quinta do Marquês/quinta do Senhor da Serra (Belas) (IIP)

Convento de Santa Ana da Ordem do Carmo / Convento do Carmo / Quinta do Carmo (Colares) (IIP)

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23-03-08

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Guarda investe um milhão de euros para requalificar o ponto mais alto da cidade- Torre de Menagem (*)

Câmara quer fazer da Torre de Menagem uma espécie de sala de visitas da cidade para turistas. Projecto é co-financiado pelo Programa Operacional da Cultura.

A Câmara da Guarda está a proceder à requalificação do ponto mais alto da cidade, para transformar a Torre de Menagem na futura "sala de visitas" para turistas. Segundo a vereadora do pelouro do Turismo, Lurdes Saavedra, a intervenção, que deverá estar concluída em Setembro deste ano, envolve um investimento de cerca de um milhão de euros.
O projecto de requalificação paisagística e arquitectónica do ponto mais alto da Guarda - a Torre de Menagem está edificada a 1056 metros de altitude - é co-financiado pela União Europeia através do Programa Operacional da Cultura, adiantou a autarca. A intervenção, realizada no âmbito da candidatura Patrimonium - Estudo e Valorização do Património da Guarda, envolve as áreas da cultura e do turismo e, para além da Torre de Menagem, contempla intervenções nos sítios arqueológicos do Mileu, Jarmelo e Tintinolho, no mesmo concelho.
Lurdes Saavedra explicou que, com a intervenção em curso, a câmara tenciona requalificar uma zona que necessitava de atenção e, ao mesmo tempo, "alargar o âmbito do centro histórico" da Guarda, pois outrora a Torre de Menagem encontrava-se integrada na Alcáçova [estrutura militar] da cidade.
Naquele local está a ser construído um centro de recepção de visitantes, que, segundo a vereadora, "funcionará como ponto de partida para uma visita a todo o concelho".
"O que vamos ter aqui é a ligação aos sítios arqueológicos do concelho, por isso a necessidade de construir um edifício novo", referiu. De acordo com Lurdes Saavedra, com a intervenção "pretende-se não só fixar a visita na cidade, como levar as pessoas a visitar os sítios históricos do concelho".
No futuro centro de recepção, os visitantes poderão visualizar uma exposição permanente dos sítios e referências ao património histórico, cultural e natural do concelho, apontou. Para além de uma zona para acolhimento dos turistas, o novo edifício também terá uma sala de exposição com vitrinas interactivas. Os três pisos do interior da Torre de Menagem também serão intervencionados.
No piso térreo, será criado um pequeno auditório, onde será projectado um filme que fará a evolução da malha urbana da Guarda, "ao longo dos mais de oito séculos de história", disse a vereadora, acrescentando que, no primeiro andar, irá ser feita a apresentação do foral da cidade através de um sistema de projecção contendo duas versões: um registo adequado a adultos e uma versão em banda desenhada para melhor compreensão do público mais jovem. Está prevista também a abertura do terraço da cobertura do edifício histórico ao público em geral, "para fruição da magnífica paisagem da cidade e de toda a região envolvente".
A área circundante da Torre de Menagem também está a ser intervencionada no âmbito do mesmo projecto. O projecto de recuperação do recinto é da autoria da arquitecta Margarida Carvalho, que garantiu que está a ser realizada "uma intervenção muito minimalista, de forma a não ferir muito o monumento". Será criada "uma rede de percursos na paisagem" com miradouros, zonas de estadia, contemplação e repouso. "A rede de percursos [com cerca de três quilómetros de extensão] estende-se a toda a área da intervenção", assinalou a arquitecta. Lusa

Escavações revelam passado de Vilar Maior (Sabugal) (*)

Prospecções arqueológicas já efectuadas junto às ruínas da Igreja de Nossa Senhora do Castelo e no adro da Igreja Matriz revelaram estruturas e materiais de grande importância sobre o passado daquela aldeia do concelho do Sabugal.
Nas prospecções que decorrem desde Dezembro em Vilar Maior foram encontradas, segundo Marcos Osório, arqueólogo da Câmara Municipal do Sabugal, moedas, centenas de pedaços de cerâmica, artefactos líticos, sepulturas escavadas na rocha e vestígios de habitat de comunidades da Idade do Bronze e do Ferro.
Dada a importância histórica de alguns pontos da aldeia, as escavações estão a ser feitas “antes da entrada das máquinas”, situação que, segundo o arqueólogo, salvaguarda a destruição dos vestígios existentes no subsolo.
Indicou que o acompanhamento arqueológico está a ser efectuado em permanência por um arqueólogo contratado pela autarquia do Sabugal.
O especialista disse à Lusa que as escavações já efectuadas junto às ruínas da Igreja de Nossa Senhora do Castelo e no adro da Igreja Matriz “revelaram estruturas e materiais de grande importância”.
Vão seguir-se intervenções na zona da antiga Judiaria, no Largo do Castelo, às portas da antiga muralha e, também, junto ao painel de gravuras rupestres pré-históricas de Vilar Maior.
Adiantou que foi feita uma escavação nos alicerces das ruínas da Igreja de Nossa Senhora do Castelo e outras nas proximidades, que permitiram “encontrar duas sepulturas escavadas na rocha, e também dois ceitis (moedas) de D. Manuel e D. Afonso III”.
No largo do Pelourinho “recolhemos também grande quantidade de cerâmica medieval que, juntamente com um dinheiro (moeda) de D. Dinis, encontrado no adro da Igreja Matriz, propiciam alguns testemunhos do desenvolvimento económico e político desta aldeia durante o reinado deste monarca, após o Tratado de Alcanizes”, disse.
“Os achados que estão a suscitar maior curiosidade são os materiais proto-históricos que têm sido encontrados quer nas valas, quer nas sondagens realizados no adro da Igreja Matriz”, considerou.
Segundo Marcos Osório “não foi encontrado nenhum enterramento nessa área”, mas os arqueólogos encontraram, “logo a meio metro de profundidade, vestígios de habitat de indivíduos contemporâneos da espada de bronze e das gravuras rupestres já conhecidas”, ou seja, de comunidades das Idades do Bronze e do Ferro.
Nesse local foram descobertos diversos vestígios, nomeadamente mós de vaivém, um machado de pedra, um pendente de colar, ossos de animais e muita cerâmica característica do período cronológico compreendido entre 1.300 a.C. e 500 a.C., que poderá estar associada a uma lareira de uma casa proto-histórica, descreveu.
Sede de concelho até 1855
A aldeia de Vilar Maior, que dista cerca de 22 quilómetros do Sabugal, foi vila e sede de concelho até 1855. O castelo, a Igreja de Santa Maria do Castelo, a Igreja Matriz, a ponte medieval sobre o Rio Cesarão e o Pelourinho são alguns dos monumentos existentes na localidade. Fonte JN

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20-03-08

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Fotografia retirada do site da DGMN

Conjunto patrimonial e paisagístico de Cacela Velha (Vila Real de Santo António) (IIP) (***) (2ª Parte) 

“As praças fortes foram conquistadas

Por seu poder e foram sitiadas

As cidades do mar pela riqueza

Porém Cacela

Foi desejada só pela beleza”.

Sofia de Melo Breyner

Sinto-me bem em Cacela Velha:

Pela paisagem divina que se avista, a imensidão do mar e pelo cordão dunar que me reclama,

pela ressonância imemorial dos poetas árabes, lúbricos, amorosos de carne, eternidade e plenitude, para sempre Ibn Darrag;

pela presença constante de Sofia, a deusa do mar, que espero ver surgir pela nesga de uma esquina caiada de ocre/azul, a sua voz ecoa e os seus poemas aqui são incandescentes;

pelas camadas de arqueologia e história, soterradas em areias eólicas, histórias de sangue, sobrevivência e amor, haverá mais alguma gesta?

pelas bravas figueiras da Índia, que me acarreiam para o deserto magrebino;

pelo pórtico renascentista da igreja, de Pilarte, com as pilastras laterais ornadas de machados, carrancas, tridentes, cabeças de anjo, arcos e aljavas e em relevo os bustos de São Pedro e São Paulo;

pela zona lagunar entre o morro de Cacela, Miocénico, e a fímbria do cordão dunar; é aqui que eu gosto de vaguear, só, ou a brincar com a Inês, por entre viveiros de marisco, a auscultar, com atenção o lento deslizar  dos ligueirões e das conquilhas, que deixam uma um rasto indelével na húmida vasa siltosa, e todo aquele verde escuro, orgânico, de flora do mar;

pela praça, defronte à entrada da fortaleza, com panorama até a Isla Cristina e onde gosto de descansar/estar/dormir, à sombra destas cinco palmeiras das Canárias; e zéfiro aqui torna-se uma benção, uma cálida brisa, no seio do estio do Barlavento Algarvio, talvez por ter de viajar tão pouco, e estar amainado; como está perto o Mons Zephyrus !

Por eu ter o nome da antiga povoação muçulmana (Castella) e aqui me sentir em casa;      

pela arquitectura tradicional, constituído por casas térreas, muitas com açoteias, com platibandas, chaminés, de base quadrangular e terminação piramidal, lágrimas nos cunhais, quase todas com decoração algarvia;

pela notável conjugação interior, que aqui obtemos, e para o quais, os sete pilares, que nos suportam e defendemos, aqui são realçados e entrelaçados;

por ser aqui, que compreendi e que compreendo, que sou como Fernando Pessoa -sou muitos, em todo o lado, sendo um, e não tenho medo de o afirmar e não sei viver de outra forma e espero que me compreendam e que alguns me inocentem- “A própria luta para atingir os píncaros basta para encher um coração de homem. É preciso imaginar Sísifo feliz.” 1 

Pelas noites, ao luar, as vezes só, outras vezes em tertúlia, nestas magníficas noites algarvias aqui repercute o vibrante silêncio da noite, som animal e marinho e aéreo; outras vezes a ouvir Mílanó dos Sigur Rós  (o nome da minha mãe e da minha tia em islândes, filhas da Júlia), Takk; outras vezes a nadar (lá voltaremos), outras vezes a...;

outras vezes no Café Azul com os seus chás frios, doces ou tartes de figo, alfarroba e amêndoa, tão ditoso deleite;

pela paradisíaca praia da Fábrica, temos de atravessar a laguna, às vezes a pé, outras vezes de barco, outras ainda a nado (aconteceu apenas uma vez) e é aqui que desejo um dia ficar e esquecer-me de tudo e ser Mersault; "a melancolia acompanha toda grandeza" como eu desejo nadar até ao limite do meu cansaço, até a derradeira liberdade.2 

O único senão, é que nunca estive em Cacela com a minha tutora; como me fazes falta!   

1-Camus, Albert. O Mito de Sísifo, ensaio sobre o absurdo. Lisboa, Livros do Brasil.

2-Camus, Albert. Morte Feliz (1971). Livros do Brasil  

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Património: Grutas do Escoural (Montemor Novo) (***) reabrem em Abril

Montemor-o-Novo, Évora, 19 Mar (Lusa) - Dezenas de populares concentraram-se hoje, em Santiago do Escoural, em protesto contra o encerramento das grutas da localidade, no concelho de Montemor-o-Novo, mas a tutela já garantiu a reabertura do monumento no mês de Abril.

No protesto, realizado na principal praça da povoação, por iniciativa da junta de freguesia local, a população exigiu a reabertura do centro interpretativo e das Grutas do Escoural, classificada como Monumento Nacional e encerrada desde Abril de 2007.

No entanto, o Director Regional de Cultura do Alentejo, José Nascimento, garantiu hoje à agência Lusa ter já chegado a um acordo com o município de Montemor-o-Novo para a reabertura das grutas no decorrer do mês de Abril.

"Em função da cooperação com o município, estamos a pensar reabrir as grutas em Abril", afirmou o responsável regional do Ministério da Cultura, escusando-se a adiantar mais pormenores sobre o acordo.

As grutas e o respectivo centro interpretativo estão fechados desde Abril do ano passado devido à falta de pessoal e à necessidade de manutenção dos equipamentos.

Lusa

Na rota das 24 aldeias do xisto da Região Centro 

Os 450 mil visitantes que, segundo uma estimativa da Associação Pinus Verde, responsável pela promoção turística da rede de Aldeias de Xisto, visitaram as 23 aldeias do Pinhal Interior em 2006 (em 2007 a rede passou para 24 aldeias, com a inclusão do Coentral, no concelho de Castanheira de Pera) provam que os 11 milhões de euros investidos na requalificação física das aldeias, no âmbito do Programa Operacional da Região Centro, cumprem o objectivo principal de, para além da melhoria de qualidade de vida dos residentes, as tornar num destino turístico que abrange 14 municípios.
Da Lousã a Vila Velha de Ródão, por entre serranias de pinheiros, eucaliptos ou carvalhos, o castanho do xisto aparece, inusitado, e recorta a paisagem verde, mostrando uma arquitectura, de ruas estreitas e íngremes, de casas coladas e construídas de forma irregular, de portas sempre abertas.
Mas não é só a arquitectura que atrai os forasteirosas tradições vão-se preservando e, com o projecto de afirmação desta marca como destino turístico - este ano já à venda na Alemanha-, vão sendo reconstituídas, sejam o grimpo do ouro, em Foz Cobrão, o Entrudo, por terras de Góis, ou os neveiros da Lousã. E as pessoas, como as portas de casa, estão abertas a quem chega, dispostas a recordar histórias de outros tempos e a partilhar a vivência, dura, da serra. Em Gondramaz, concelho de Miranda do Corvo, Maria Brandão, que apanha o último sol de uma tarde de Março, espelha, com o seu à-vontade, a hospitalidade da terra. É que "por aqui já passa muita gente. Do Brasil, de Lisboa, de todos os lados. E a gente gosta que venham", afirma, explicando que é no Verão que aos 10 habitantes de Gondramaz se juntam os muitos forasteiros.
Também Carlos Rodrigues, especialista da escultura de pedra xistosa, gosta de receber, no seu "ninho de arte", quem vem de fora e aprecia a sua obra. Nos "vinte e muitos anos de Gondramaz" viu a terra mudar, de uma ponta à outra. "Antes era só buracos por aí, agora até já temos saneamento e já andam a construir um restaurante", sublinha, orgulhoso do "valor" dado às aldeias.
Para Bruno Ramos, da Associação Pinus Verde, o sucesso do destino Aldeias do Xisto assenta sobretudo "na genuinidade dos 24 núcleos". "O perfil do visitante nacional aponta para pessoas de nível socio-cultural médio, médio-alto, que procura as tradições verdadeiras, que se preocupa com a conservação do património e do ambiente", refere, acrescentando também que já é de algum relevo o turista que, a par da calmia da serra, procura alguma adrenalina com as inúmeras possibilidades de desporto ao ar livre, do rafting, aproveitando os cursos de água, à escalada.
O técnico sublinha que já se denota "apetência do mercado estrangeiro pelos produtos à venda, nomeadamente na Alemanha, onde foram publicitados, este ano, dois produtos turísticos, e garante que este é mesmo o caminho que a Pinus Verde pretende trilhar em 2008. Até agora, a associação, quando contactada pelo visitante, dá informação, encaminha, sugere, desde o alojamento à gastronomia, até traça propostas adaptadas ao que cada grupo pretende. Mas o próximo passo será a formatação de " pacotes tipo chave na mão".
Pinus Verde Casa Redonda, Bogas de Cima 6230-140 Fundão Tel. 275 647 342 Fax: 275 647 343 E-mail: pinusverde@pinusverde.pt
 

Fonte JN

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07-03-08

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Um agradecimento a Leonel Brás por esta magnífica fotografia

Panorama e vestígios arqueológicos de Jarmelo (IIP) (Guarda) (*)

Quem passa, obviamente apressado na nova (e agora segura) A25, depois da Guarda no sentido de Vilar Formoso, observará um cabeço que se destaca de todo o planalto circunvizinho com cota de 942 m. Daqui desfruta-se de um óptimo panorama, dominando toda a zona raiana da Beira Interior, a crista quartzítica da Serra da Marofa, a cidade da Guarda, o Cabeço de Fráguas (*) e a Serra da Estrela (****).

Aqui existiu um castro lusitano da idade do bronze Final/Ferro (?) (é muito abundante a existência de escórias de ferro espalhadas pelo terreno - o que não significa que seja necessariamente daquele período, mas que testemunham a actividade da fundição e ferraria que ainda se mantém na região); também abunda tegulae, vestígios de cerâmica grosseira e já se descobriram moedas romanas e visigótica,  posteriormente foi povoado medieval com alguma importância. Tinha honras de couto com muitos privilégios no tempo de D. Afonso Henriques, que lhe deu foral em Coimbra após o início do seu reinado (Livro Preto da Catedral de Coimbra). Aqui também se realizava uma das primeiras feiras medievais. D. Manuel deu-lhe novo foral em 1510.

Mas aqui é marcante o drama de Pedro e Inês ( a nossa mais célebre história de amor); era aqui que um dos executores da bela com o “colo de garça”, que Pêro Coelho (ou seria Diogo Lopes Pacheco?) tinha solar  (na Quinta do Silva?), e que por isso foi mandada arrasar por Pedro, o Cru, quando subiu ao trono - salgando-se o terreno - num gesto decisivo de maldição e extermínio.

Foi reconstruída e repovoada pelo seu filho, Dom Fernando, após o que prosperou por vários séculos, chegando a ser sede de Concelho. Durante a quarta invasão napoleónica foi assaltada, o que levou os habitantes enfraquecidos a enjeitarem-na. Nunca mais se recompôs. Aqui não se sente vivalma, apenas muros e linhas de muralhas desmoronadas; duas ou três, porque o olhar arguto do meu amigo Perestelo identifica uma possível muralha no interior do recinto medieval que provavelmente estará relacionada com a ocupação romana. A primeira linha fortificada é bem visível sendo constituída por pedra de dimensão irregular, de grande espessura e que a Norte ainda tem alguns degraus de acesso ao  adarve.

O acesso ao interior do  recinto muralhado faz-se por uma calçada romana/medieval que termina numa das portas da antiga povoação; no interior, restos das antigas cisternas, de muros, de casas de habitação e da "praça.

A segunda linha fortificada abrange uma área maior e o seu traçado não se encontra bem definido, apenas substitindo alguns muros e alicerces a este e a oeste.

Na entrada da primeira muralha, temos 2 sepulturas antropomórficas a Igreja de São Pedro e a antiga casa da Câmara, que também serviu de cadeia, brasonada, com as armas reais e campanário exterior; ao lado deste edifício foi colocado um conjunto escultórico com a cena histórica da morte de Dona Inês de Castro em ferro- recreando o quadro de Columbano Bordalo Pinheiro executado no inicio do século. A obra, muito bela, e que valoriza o local, foi executada por Rui Miragaia, natural da freguesia; o conjunto, tem sete peças figurativas, representa o rei D. Afonso IV, Inês de Castro com seus dois filhos e os conselheiros do monarca: Pêro Coelho, Diogo Lopes Pacheco e Álvaro Gonçalves. A inauguração do conjunto escultórico, ocorreu em 2006, para assinalar o 650º aniversário do crime.

Diz a tradição que foi no Jarmelo que D.Pedro I conheceu Inês de Castro quando integrava o cortejo de D. Contança, que casou com o monarca, vindo de Espanha. Uma pedra é tida como o local onde a "aia" Inês subia ao cavalo e, ao longo dos tempos, manteve-se a tradição de as noivas pagarem uma tença ao casarem , pelo que se mantém na região da Guarda a quadra "Adeus Vila do Jarmelo/Adeus Pedra de Montar/Enquanto o Mundo for Mundo/Dinheiro Hás-de Ganhar".

Mais abaixo encontramos a Igreja de São Miguel, duas fontes de mergulho (romanas/românicas?), um forno comunitário, alicerces de construções e restos de uma calçada romana(?).

Esqueçamos agora o drama dinesiano (mais tarde voltaremos ao tema quando explicarmos a Quinta das Lágrimas (*)  e Mosteiro de Santa Clara-a-Velha (**), ambos em Coimbra e o Mosteiro de Alcobaça (****)) que envolveu morte, amor, lenda e política e fiquemos um pouco nas vacas jarmelistas; ainda existem 30 animais (?), em vias de extinção; identificável pela cor acastanhada e a peculiar franja sobre a fronte; boa criadora, os produtores reconhecem-lhe valor para trabalhar o campo e para a produção de carne e de leite.

A área deverá ser alvo de requalificação paisagística e arquitectónica, à semelhança do que acontecerá com a Torre de Menagem da Guarda (*) e os sítios arqueológicos do Mileu (*) e Tintinolho (*) através do Programa Operacional da Cultura no âmbito da candidatura Patrimonium - Estudo e Valorização do Património da Guarda.

Do marco geodésico, o “Pinoco” , observemos com atenção recolhida (estranhamos o trânsito na A25), a “grande solidão da Beira”, que se sente por toda a banda nestes lugarejos moribundos.

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                                                                             Fotografia retirada do site viajar.clix.pt

Livaria Lello (IIP)(Porto) (*)

Jornal The Guardian chama 'divina'; à casa livreira do Porto

A centenária Livraria Lello, no Porto, é considerada a terceira mais bela do mundo pelo The Guardian. O jornal inglês chama-lhe "divina", mas quem aparece no topo da lista é uma antiga igreja de Maastricht, Holanda, transformada na casa dos livros.
"É um motivo de orgulho para os portugueses, e aumenta as nossas responsabilidades", diz Antero Braga, proprietário da Lello, depois de saber que a sua livraria é uma referência a nível mundial. No entanto, o terceiro lugar sabe a pouco: construída de raiz, refere, não conhece nenhuma tão bonita.
Das muitas casas livreiras que conhece, Antero Braga destaca duas que se aproximam da "divina" Lello. El Ateneo, em Buenos Aires - que The Guardian põe em segundo lugar -, e a Rizzoli, em Nova Iorque. A livraria argentina, contudo, "é um antigo teatro" agora habitado pelos livros, e a Rizzoli, instalada num edifício de arte nova, "é mais pequena" do que a livraria da Rua das Carmelitas, frente à Torre dos Clérigos.
Fundada em 1906, com a presença no dia de abertura de, entre outros, Guerra Junqueiro, José Leite de Vasconcelos e Afonso Costa, a Livraria Lello, que se estende por dois andares, mantém a traça original. O edifício, projectado por Xavier Esteves, foi construído de raiz em estilo neogótico. Surpreende, a quem ali entra, a escadaria circular, as enormes estantes iluminadas pela suave luz da clarabóia. Pelas estantes e bancas existem cerca de "120 mil títulos diferentes". E em várias línguas, sublinha Antero Braga, porque parte substancial dos clientes da casa chega do estrangeiro.
A pensar nos turistas, que têm a Lello como lugar de passagem no roteiro do Porto, "temos obras traduzidas, em várias línguas, de escritores portugueses". Ao contrário das outras casas, ainda graças ao público internacional, a Lello não apresenta quebra de vendas durante os meses de Verão.
É com pequenos pormenores, diz Antero Braga, que uma livraria tradicional resiste à concorrência das grandes superfícies e dos grandes grupos livreiros. "Temos clientes em Lisboa, no Algarve, Brasil, etc., porque aqui encontram sempre a obra" que procuram. "Nunca dizemos que o livro está esgotado, não há de momento - mas o cliente tê-lo-á nas mãos dentro de dias."

O Vale do Douro é um dos 200 candidatos no concurso mundial das Sete Novas Maravilhas da Natureza

A primeira fase de votação começou oficialmente há alguns dias, na Internet, numa organização da "New Seven Wonders Foundation" e na sequência da campanha "Sete Novas Maravilhas do Mundo", na qual participaram mais de 100 milhões de pessoas de todo o Mundo.
Dentro de um ano, serão conhecidos os 21 finalistas e o Douro tem de atingir um patamar mínimo de um milhão de votos para passar à segunda fase, "convencendo", ainda, um painel de especialistas, presidido por Federico Mayor, antigo director-geral da UNESCO. O resultado final só será conhecido em 2010, numa cerimónia a realizar nos Emirados Árabes Unidos. Nos próximos dias, serão lançadas várias iniciativas de promoção que começaram pela inauguração de um painel de 16 metros de comprimento colocado na margem sul do rio, no cais de Lamego.
A apresentação da candidatura decorreu, ontem, na cidade de Peso da Régua, tendo como principal promotor a Associação de Empresários Turísticos do Douro e Trás-os-Montes (AETUR) e os apoios do Governo Civil de Vila Real e da Estrutura de Missão do Douro, entre outros. A elaboração do documento de candidatura esteve a cargo do professor Gaspar Martins Pereira, que destacou o que muitos consideram "uma construção monumental resultante da acção conjugada do Homem e da Natureza", prosseguindo o conceito de "paisagem cultural evolutiva e viva". Carlos Sousa, presidente da AETUR, referiu que "esta candidatura é dos residentes e de todos os portugueses espalhados pelo Mundo, e ainda de todos os que sendo de outros países se deixaram tocar por tudo aquilo que aqui temos e que, lembrando Torga, diria de único e maravilhoso".
António Martinho, governador civil de Vila Real, lembrou que "esta candidatura irá reforçar a imagem do Douro nos roteiros turísticos internacionais" e apelou ao envolvimento de todos Estado, entidades públicas e privadas".
O Alto Douro Vinhateiro foi classificado como Património Mundial da Humanidade, pela UNESCO, em Dezembro de 2001. A votação para as Sete Maravilhas da Natureza pode ser feita em www.new7wonders.com ou em www.welcomedouro.com.

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