22-02-08
Locais Notáveis do Concelho de Miranda do Corvo
Panorama do Santuário do Senhor da Serra e do vértice geodésico das Chãs (**)
Panorama do Parque Eólico de Vila Nova (**)
Outros Locais com Interesse turístico:
Convento de Nossa Senhora de Semide (IIP)
Aldeia de xisto de Gondramaz (Rede das Aldeias de Xisto)
Santuário da Nossa Senhora de Tábuas
Alto do castelo em Miranda do Corvo
Parque Gerês (****)/Xurês candidato reserva biosfera UNESCO
Os governos português e espanhol estão a ultimar uma candidatura comum a reserva da bioesfera da UNESCO do Parque Internacional Luso-Galaico Gerês/Xurés, disse, hoje, em Braga, o ministro do Ambiente.
Em declarações à agência Lusa, Nunes Correia disse que o tema está em cima da mesa na Cimeira Ibérica, que decorre em Braga, adiantando que a candidatura será entregue em Abril, em Paris.
O Parque Transfronteiriço Internacional de Gerês/Xurés foi criado em 1997, entre o Parque Nacional da Peneda-Gerês e do Xurês/Baixo Límia, na Galiza, Espanha, «para fomentar o estabelecimento de normas e medidas similares ou complementares para a defesa, preservação, e conservação dos valores naturais de ambos os parques».
O governante salientou que o trabalho preparatório está a ser feito por uma comissão mista criada, em 2007, em Terras de Bouro, sublinhando que «a versão final terá de ter o aval técnico-político dos governos dos dois países».
A comissão engloba técnicos do Governo da Xunta da Galiza, representantes dos municípios da zona, dos dois parques naturias e da CCDRN, Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte.
Assinalou que a candidatura aproveita, também, o trabalho conjunto desenvolvido, na última década, pelos técnicos dos dois parques, o Nacional da Peneda-Gerês, em Portugal e o Natural da Baixa Limia/Serra do Xurés.
Frisou que, entre outros aspectos, o projecto baseia-se no património biogenético e na recriação de trilhos antigos, nomeadamente os da Geira, a antiga estrada romana que ligava Braga e Astorga.
O Parque Internacional Gerês/Xurês actua especialmente nas zonas definidas pelos Planos de Ordenamento, como sendo de «Ambiente Natural» e «Reserva» ou «Protecção Especial», na linha da fronteira.
Promove projectos e acções conjuntas de cooperação e intercâmbio de técnicos, populações rurais e escolares dos dois territórios, bem como o uso público e o turismo ecológico com oferta comum das infra-estruturas existentes em ambos os parques apresentando ao visitante uma visão global do espaço protegido.
As duas estruturas fomentam, nas áreas declaradas como protegidas, políticas de desenvolvimento social, económico e cultural que desenvolvam e preservem os valores pratimoniais respectivos.
Para além da candidatura luso-espanhola à UNESCO, o município de Terras de Bouro, em parceria com municípios galegos, vai apresentar uma candidatura da antiga estrada romana, a Geira, a património europeu, logo que a União Europeia (EU) institua o galardão. O projecto envolve a cooperação das universidades do Minho e de Santiago de Compostela, os municípios de Amares e Lugo (Galiza) e os parques, Nacional da Peneda-Gerês e do Xurês Baixo Límia.
A Geira, a via que ligava Braga (Bracara Augusta) a Astorga (Asturica Augusta), na Galiza, atravessava o concelho de Terras de Bouro em 30 quilómetros, depois de passagens por Braga, Póvoa de Lanhoso, Amares e Vieira do Minho.
Diário Digital / Lusa
Governo apresenta planos para revitalizar Mata do Bussaco(***)
O secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas, Rui Gonçalves, preside hoje, no Hotel Palace do Bussaco, à apresentação dos “Planos de Recuperação e Ordenamento da Mata do Bussaco”, projecto que visa uma intervenção em diversos níveis.
De acordo com uma nota do gabinete do ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, trata-se de um espaço com «valor ímpar na história patrimonial e cultural do país», assumindo que, perante a perda de vitalidade, necessita de «infra-estruturas, de planeamento de actividades de recreio, de espaços de investigação científica e sinalização para o visitante se orientar».
Assim, prossegue o comunicado, «o Governo decidiu apostar na revitalização da Mata Nacional do Bussaco, equipando-a com os instrumentos físicos necessários, de forma a devolver-lhe o seu esplendor», num investimento orçado em 1,3 milhões de euros. A cerimónia de hoje inicia-se às 10h00 com Francisco Rego, da Direcção-Geral dos Recursos Florestais, a debruçar-se sobre as acções em curso no Bussaco, seguido de Nuno Lecoq, arquitecto da DGRF, que fará um ponto da situação do plano de ordenamento e gestão da mata.
Carlos Fonseca, biólogo da Universidade de Aveiro, abordará temáticas como a recuperação de edifícios, fauna e flora, fazendo também um ponto de situação no planeamento. Por sua vez, Sérgio Correia, engenheiro da DGRF, falará do projecto de prevenção estrutural do perímetro florestal do Bussaco.
Ainda antes do encerramento, a cargo do secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas, Rui Gonçalves, realiza-se uma visita de campo onde será possível assistir a acções de silvicultura preventiva, por parte da brigada de sapadores florestais.
18-02-08
Conjunto patrimonial e paisagístico de Cacela Velha (Vila Real de Santo António) (IIP) (***) (1ªparte)
“Diz à Primavera: Estende o teu manto de nuvens e enfuna as velas sobre os lugares onde decorreram as minhas brincadeiras infantis.
Não faltes, Primavera, que as minhas lágrimas correm atrás de ti em longas vagas.
Mistura ao perfume da minha saudação a humidade da tua nuvem e asperge aqueles e aquelas que eu amo.”
IBN DARRAG (958-1030)
Custa a acreditar que existe no Algarve um local assim, bem preservado, em que o homem e a natureza se conjugam em harmonia perfeita. Aqui, os agnósticos, inclinam-se para a existência de um Deus generoso.
Cacela Velha está implantada numa falésia gresosa de idade miocénica, a 26 metros de cota; cortada a poente, pela ribeira de Cacela que contem afloramentos fossíliferos, à sua frente um cordão dunar, que corresponde ao início a nascente do Parque Natural da Ria Formosa e o mar de maravilhosas variegações verde-azuladas; representa um dos últimos lugares da orla marítima algarvia que sobrevive a um processo dissoluto de urbanização.
Tem fundação muito remota por ter sido local estratégico de vigilância da Costa Algarvia onde passavam os barcos que demandavam a foz do rio Gilão, porque o cordão de ilhas, que hoje, constitui o Parque Natural da Ria Formosa, durante séculos, era aberto, algures entre Cacela e Manta Rota. Por aqui habitaram cúneos, fenícios, celtas, romanos (com importante base militar) e muçulmanos.
Escavações arqueológicas no largo da fortaleza de Cacela Velha, em 2007, resultaram na descoberta da medina do século X; identificaram-se sete silos, cinco dos quais de grandes dimensões. Os silos, eram utilizados para o armazenamento de cereais e outros produtos agrícolas, nestes estavam aterrados inúmeros artefactos islâmicos que poderão ser musealizados. O seu nome seria Hisn-Kastala, Qastallat Dararsh, Cacetalate ou Cacila (prado ou pastagem de gado), donde derivaria o nome actual. Neste século, estava sob o controle da família berbere dos Banu Daraj. Aqui nasceu Abú Omar Ibn Darrag em 958 d.C.; foi secretário da chancelaria de Córdova e famoso poeta da corte de Almançor.
Entre 1998 e 2000 foi encontrado um bairro islâmico junto à ribeira de Cacela, na parte inferior da localidade, no caminho de acesso à restinga. As características encontradas revelaram tratar-se de habitações de agricultores e pescadores. Aqui descobriu-se uma pia de abluções e dois candis de bronze que se encontram no Museu Nacional de Arqueologia.
Referida por Al Idrisi como tendo” uma fortaleza construída a beira-mar. Está bem povoada e há nela muitas hortas e campos de figueiras”. O alcácer, de que ainda existe vestígios na muralha em taipa a poente, deveria ter alguma dimensão.
Dom Sancho conquistou-a em 1240 e perdeu-a logo de seguida, tal era o apego, que os árabes lhe tinham. Mas, dois anos depois, Paio Peres Correia retomo-a definitivamente para Portugal e passaria a pertencer a ordem de Santiago Por essa altura seria construída a primeira igreja na povoação. A igreja de raiz medieval, mas reedificada no século XVI. Dom Dinis deu-lhe foral e a partir do século XV, entrou em declínio.
Muito danificada com o terramoto de 1755 ainda existiam em 1758, 821 habitantes. A fortaleza que hoje subsiste foi iniciada em 1770, por ordem do Governador do Algarve (encontra-se fechada ao publico, por pertencer a brigada fiscal da GNR). O concelho foi extinto por ordem do Marquês de Pombal em 1775, unindo-se ao recém criado concelho de Vila Real de Santo António.
Em 24 de junho de 1833, os liberais entraram no Algarve por Cacela, não propriamente na povoação, mas no limite da freguesia na Torre Velha (Sítio do Alto). A esquadra era comandada pelo 1º marquês de Vila Flor, mais tarde 1º duque da Terceira, com cerca de 2500 homens. Não encontraram aqui resistência significativa, uma vez que a tarefa foi facilitada por um sem número de manobras de diversão, orquestradas com o objectivo de fazer sair as forças absolutistas do sul do país. Rapidamente o Algarve foi conquistado e passado um mês chegaram os liberais a Lisboa. Deveria existir um padrão, tal como acontece com o Padrão comemorativo do desembarque do Mindelo, que contasse e relembrasse esta importantíssima página da história portuguesa.
Espaço único no nosso litoral, de uma beleza indescritível, que ao longo dos séculos tem cativado o olhar (e a estadia humana) e o sentimento dos poetas (já citamos um, no próximo post lançarei dois poemas sobre o sítio).
17-02-08
Sé de Silves (**) em risco
A falta de verbas para recuperar a Sé de Silves, cujo tecto ameaça ruir, pondo em risco a segurança de turistas e devotos, está a impedir a realização de cerimónias e a gerar revolta na comunidade.
A catedral, de estilo gótico, uma das mais antigas no Algarve e a única a ser construída de raiz com esse fim, começou a dar sinais de degradação acentuada há dois anos, quando uma trave de madeira caiu em plena missa.
Desde então que o padre Carlos Aquino se tem desdobrado em contactos para se avançar com obras na igreja, mas, apesar do Ministério da Cultura lhe ter chegado a assegurar que já havia verba, nada foi feito.
Quem entra na Sé de Silves, que já foi sede do Episcopado do Algarve, depara-se com faixas de protecção na área coberta pelo tecto de madeira - mais de metade da catedral -, ali colocadas para evitar acidentes. O único local "livre de perigo" é o presbitério, um corredor lateral cuja cobertura é de pedra e não de madeira, pois, segundo Carlos Aquino, o principal problema é o mau estado do tecto de madeira, que apodreceu e ameaça ruir, caso não haja uma intervenção urgente.
A igreja só não está praticamente inutilizada porque o pároco decidiu abrir a área de acesso condicionado aos fins-de-semana para celebrar missas, por "necessidades pastorais", diz e "assumindo a responsabilidade".
"Estamos num verdadeiro impasse", desabafou o pároco à agência Lusa, afirmando-se "cansado" e dizendo temer que a recente substituição da ministra da tutela "ainda atrase mais o processo".
O Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) de Faro chegou a elaborar, em 2006, um relatório que apontava para a necessidade de uma intervenção urgente na catedral e estimava em 370 mil euros os custos das obras, segundo fonte da Câmara local.
Contudo, até agora, não há qualquer tipo de intervenção quer em curso, quer prevista, apesar dos esforços da autarquia, do padre e da própria comunidade, que já se uniu para angariar dinheiro para a recuperação.
Património: Especialistas em fortificações reúnem em Elvas (***)
Especialistas em fortificações abaluartadas vão reunir-se no fim-de-semana em Elvas, numa cimeira internacional para reforçar a candidatura das fortificações raianas a Património Mundial, pela UNESCO, disse hoje à agência Lusa fonte do município.
De acordo com a mesma fonte, as fortificações abaluartadas da zona fronteiriça de Portugal e Espanha vão candidatar-se a Património Mundial, pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), num processo liderado pelo município alentejano de Elvas.
A cimeira internacional de especialistas, que decorre sábado e domingo, é organizada pela Câmara Municipal de Elvas, em colaboração com o Centro de História da Universidade de Lisboa.
Segundo a autarquia, cerca de 20 técnicos e estudiosos de diferentes países vão estar em Elvas durante dois dias para «tomar o pulso ao património monumental» da cidade, numa acção que se integra na candidatura das fortificações de Elvas a Património Mundial.
O programa da iniciativa, cuja sessão de abertura está marcada para sábado às 12:30, no salão nobre do município, inclui várias reuniões de trabalho e visitas às fortificações da cidade.
A vereadora da Câmara de Elvas Elsa Grilo explicou à agência Lusa que existe consenso entre os responsáveis portugueses e espanhóis envolvidos no processo de candidatura a Património Mundial no sentido de ser o concelho alentejano a liderar a candidatura.
As fortificações abaluartadas de Elvas, o maior conjunto no mundo, segundo a autarca, foram incluídas em 2004 na lista indicativa de locais com potencial para serem candidatos a Património Mundial.
Visto que a UNESCO privilegia as candidaturas transnacionais, explicou Elsa Grilo, «a autarquia de Elvas decidiu alterar a sua estratégia».
«Após constatarmos que Espanha tinha na sua lista indicativa uma candidatura nesse âmbito na zona de fronteira da Extremadura espanhola, considerámos que não fazia sentido haver duas candidaturas e passámos, então, a considerar a possibilidade da sua convergência, seguindo o que a UNESCO propõe», disse.
A proposta de Elvas liderar uma candidatura em série, envolvendo municípios fronteiriços de Portugal e Espanha, surgiu numa reunião na cidade alentejana, em que participaram responsáveis do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS) de Portugal e Espanha.
Os participantes na reunião concluíram que Elvas deveria liderar a candidatura, pela dimensão do seu conjunto fortificado, pelo estado avançado do seu processo de candidatura e pelas condições que reúne.
As conclusões daquela reunião foram comunicadas às entidades competentes para decidir nesta matéria, a Comissão Nacional da UNESCO, em Portugal, e a Direcção-Geral de Protecção do Património, em Espanha.
De acordo com a vereadora do município de Elvas, a Comissão Nacional da UNESCO já deu parecer favorável a uma candidatura transnacional, em série.
Elsa Grilo explicou ainda que compete agora às entidades portuguesas e espanholas com tutela na área do património indicarem as outras fortificações abaluartadas fronteiriças entre Portugal e Espanha que devem integrar a candidatura.
O Forte de Nossa Senhora da Graça (***), obra-prima da arquitectura militar Europeia do século XVIII, construído pelo Conde de Lippe, situado nos arredores de Elvas, é um dos monumentos nacionais do concelho.
As muralhas de Elvas (*), também monumento nacional, constituem uma importante construção abaluartada do século XVII, obra-prima da arquitectura militar, que tem a forma de um polígono irregular com 12 frentes, sete baluartes e quatro meios baluartes.
Do sistema defensivo da praça de Elvas fazem parte os fortes de Santa Luzia (**) e da Graça e os fortins de São Pedro, São Mamede e São Francisco.
O Aqueduto da Amoreira (**), também monumento nacional, começou a ser construído em 1529, na sequência das cortes de Évora, em 1498, quando foi lançado o Real d´Água (imposto que custeou a obra).
A obra, integralmente construída por elvenses, foi concluída em 1622, com a água a correr na Fonte da Misericórdia.
O monumento tem 7.800 metros de comprimento e 31 metros de altura na parte mais alta, com quatro andares de arcadas.
Elvas, povoação cuja origem é anterior aos romanos e implantada num local estratégico, passou a integrar definitivamente o território de Portugal com o rei D. Sancho II, em 1229.
Zona de fronteira desde o século XII devido às vicissitudes da história foi fortemente marcada pela sua função militar, o que a torna hoje um verdadeiro museu de fortificações de várias épocas.
Elvas foi elevada a cidade por D. Manuel I em 1513.
Diário Digital / Lusa
08-02-08
Locais Notáveis do Concelho da Guarda
Na cidade:
Centro Histórico da Guarda (**)
Sé da Guarda (MN) (**)
Praça Luís de Camões (*)
Torre de Menagem e respectivo panorama (MN) (*)
Capela de Nossa Senhora do Mileu e estação arqueológica (IIP)(*)
Chafariz de Santo André (IIP) (*)
No resto do Concelho:
Conjunto histórico, lendário e paisagístico do Jarmelo (IIP) (*)
Panorama do miradouro do Alvendre (no antigo IP5) (*)
Castro do Tintinolho (MN) (*)
Panorama e inscrição rupestre lusitana de Cabeço de Fráguas (*)
Outros Locais com interesse turístico:
Menires do Rochoso
Mata e Sanatório do Dr. Sousa Martins (IIP)
Anta de Pêra do Moço (IIP)
Museu da Guarda (antigo Paço Episcopal e Seminário) (IIP)
Quinta da Ponte (Faia)
Estrada Nacional nº 16 sobre o Vale do Mondego entre o Cubo e o Porto da Carne
Barragem e Miradouro do Caldeirão
Igreja de Aldeia Formosa com painel quinhentista (IIP)
Panorama no circuito Vale da Estrela-Gonçalo-Seixo Amarelo (EN 18-1)









